Sims derrubam fronteiras de género

Relações homossexuais e casamentos entre personagens do mesmo sexo já eram permitidas nos Sims. Mas só agora é possível manipular o aspecto das personagens para lá dos estereótipos masculinos ou femininos.

Foto
Alguns exemplos de personagens que um jogador pode passar a construir nos Sims. EA Maxis

Pode uma simulação da vida real que não reflecte a diversidade humana ser uma boa simulação? Os criadores dos Sims, o popular jogo de computador em que o utilizador gere todos os aspectos da vida de uma personagem virtual (incluindo o seu visual), pensam que não. A EA Maxis, subsidiária da Electronic Arts responsável pelo desenvolvimento do jogo, resolveu abolir a concepção binária de género, substituindo versões estereotipadas do homem e da mulher pela possibilidade de criar pessoas com características mais fluidas, desde o tom de voz à roupa vestir.

Na prática, 700 itens anteriormente limitados a um género passam a poder ser atribuídos a qualquer pessoa. Agora, por exemplo, uma personagem masculina pode usar saia e maquilhagem. No entanto, note-se, persiste uma limitação: as personagens precisam de ser inicialmente designadas como pertencendo a um de dois géneros.

“Os Sims são criados por uma equipa diversificada para um público diversificado, e é muito importante para nós que os jogadores possam ser criativos e possam exprimir-se através dos nossos jogos”, anunciou a EA Maxis no blogue do jogo.

A evolução da simulação tem acompanhado os desenvolvimentos da vida real. Desde 2000 que os jogadores podem colocar as suas personagens em relações entre pessoas do mesmo sexo. A possibilidade de casarem chegaria em 2009, com a terceira versão dos Sims.

A série de videojogos Sim assinalou este ano o 16.º aniversário, somando já cinco recordes de venda mundiais reconhecidos pelo Guinness. 

Sugerir correcção