Lista de Costa para a Comissão Nacional com pesos pesados de governos socialistas

Do actual Executivo fazem parte seis governantes, vários deputados e autarcas.

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A Comissão Politica e o Secretariado serão eleitos na primeira reunião da Comissão Nacional, marcada para o dia 15 de Junho, em Lisboa Nuno Ferreira Santos

A Lista A para a Comissão Nacional, o órgão de direcção política, encabeçada por Ana Catarina Mendes, secretária-geral-adjunta do PS, integra vários membros do Governo de António Costa, mas também ex-ministros dos executivos de Mário Soares, de António Guterres e de José Sócrates.

O antigo ministro da Saúde, Correia de Campos, é o número dois da lista de António Costa para a nova Comissão Nacional, que será eleita este domingo no último dia do XXI Congresso do PS, e o terceiro e quarto lugares são ocupados por Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, e Alexandra Leitão, secretária de Estado-Adjunta da Educação, o rosto do Governo na defesa da revisão dos contratos de associação. Os também secretários de Estado do Governo de António Costa, Ana Sofia Antunes (Inclusão das Pessoas com Deficiência), João Vasconcelos (Indústria), Isabel Oneto (Administração Interna) e Margarida Marques (Assuntos Europeus) surgem, respectivamente, em 10.º, 12.º, 13º e 16.º lugares.

O deputado Sérgio Sousa Pinto, que rompeu com António Costa aquando da formação do Governo, demitindo-se do Secretariado Nacional, ocupa o quinto lugar da lista da Comissão Nacional, o órgão máximo entre congressos. Para ocupar o sexto lugar foi convidado Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, afecto à UGT e Carlos Trindade, da Tendência Socialista da CGTP, ocupa o oitavo lugar da Comissão Nacional.

Do bloco dos ex-governantes fazem parte Miranda Calha (que esteve à frente das secretarias de Estado da Defesa Nacional e do Desporto), Maria João Rodrigues (que tutelou a pasta do Trabalho), Fernando Gomes (ministro da Administração Interna e presidente da Câmara do Porto), Vitalino Canas (ex-secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no Governo de António Guterres) e Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, que surgem nos vinte primeiros lugares da lista.

O autarca Rui Pereira, número dois de Basílio Horta na Câmara de Sintra, também integra a Comissão Nacional de António Costa, onde o distrito do Porto tem algum destaque. Dela constam os presidentes das câmaras de Gondomar (Marco Martins) e de Paços de Ferreira (Humberto Brito).O vice-presidente da autarquia de Gaia, liderada pro Eduardo Victor Rodrigues, aparece na décima oitava posição, seguindo-se a autarca de Lisboa Carla Madeira, o deputado eleito pelo Porto Tiago Barbosa Ribeiro e Joel Azevedo, da concelhia portuense. O também deputado Miguel Freitas, do Algarve encerra a lista dos efectivos para a Comissão, o principal órgão entre congressos.

A lista de António Costa para a Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira, é liderada pelo ex-deputado Domingues Azevedo e a lista da direcção para a Comissão Nacional de Jurisdição é presidida de novo por Telma Correia.

O empresário Daniel Adrião lidera a lista B para a Comissão Nacional. José Carlos Nacimento é o número dois e Cristina Martins, que denunciou, em 2011, a entrada de militantes fantasmas nos cadernos eleitorais de Coimbra, um caso que foi investigado pelo Ministério Público e que obrigou à remarcação de eleições internas na distrital de Coimbra. Constituída por 251 membros efectivos, a lista para a Comissão Nacional desta vez não foi apresentada por ordem alfabética.

A Comissão Politica e o Secretariado serão eleitos na primeira reunião da Comissão Nacional, marcada para o dia 15 de Junho, em Lisboa.

Costa domina Comissão Nacional  do partido

A lista da Comissão Nacional de António Costa foi eleita por 988 votos a favor, o que corresponde à eleição de 233 comissários. A lista concorrente teve apenas 79 votos o que corresponde à entrada para o órgão máximo do PS entre congresso de 18 membros.

Já para os restantes órgãos do partido foram apresentadas listas únicas. Assim, a Comissão Nacional de Jurisdição foi eleita por 1024 votos a favor e a Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira foi eleita por 1027 delegados. Ambas sem votos contra, apenas com votos em branco (90 no caso da primeira, 87 no caso da segunda).