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MIACIS - Protecção e Integração Animal

No nosso Inquérito de Estimação, damos palco a associações e grupos de ajuda de animais que o mundo deve conhecer. A Miacis pede uma efectiva aplicação da legislação e homenageia as pessoas que cuidam de colónias e matilhas

Centram a sua acção na esterilização de animais em risco, mas actuam também noutros campos. A Miacis, criada em Julho de 2013 por um grupo de três dezenas de voluntários, aposta também no socorro e tratamento de animais em sofrimento, na integração social de animais silvestres (através da esterilização e de medidas de gestão diária das colónias e matilhas) e dóceis (nestes casos procurando donos que os adoptem) e ainda na educação de pessoas e grupos.

Em três anos de trabalho, já esterilizaram quatro mil animais e auxiliaram com tratamentos e adopções cerca de meio milhar. O lema da associação, explicou ao P3 António Manuel, um dos dirigentes que aceitou responder a este inquérito de estimação, é “evoluímos, protegendo-os”. E a designação Miacis uma alusão àquele que se pensa ter sido “o último antepassado comum ao cão e ao gato”.

Uma medida prioritária pelos direitos dos animais

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Efectiva aplicação da legislação que prevê a identificação e registo obrigatório de animais sencientes, numa única base de dados nacional.

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Um caso marcante

O caso da Luni e da Fédra, duas gatas adultas muito dóceis que sempre viveram juntas, no quentinho de um lar, com uma senhora de idade. Só que a sorte pregou-lhes uma partida. A sua protectora foi hospitalizada e não voltou para casa e, assim que deixou de reunir condições para continuar a cuidar delas, a sua família não perdeu tempo e optou pelo caminho mais fácil. De um momento para o outro, as duas bichanas viram-se na rua, completamente sozinhas e expostas a todos os perigos, dos quais não sabiam defender-se. Felizmente, acabaram por ser resgatadas dias depois e encaminhadas para uma Família de Acolhimento Temporário. Estavam completamente aterrorizadas e cobertas de ferimentos, que poderiam ter sido evitados se tivesse havido um pouco mais de respeito por elas e pela sua cuidadora que, ao saber que ia ser internada, ficou aflita com o futuro das gatas que sempre tinham sido a sua companhia. Arranjar uma casa que as adoptasse às duas, inseparáveis, foi complicado. Apesar de a Miacis ser uma associação jovem, temos já muitos casos marcantes nas nossas memórias e não é fácil escolher apenas um. Salientamos este caso por muitas razões pela elevada frequência com que somos confrontados com situações similares, a necessidade de promover o debate da situação e de incentivar melhores práticas nesta área (já há lares que acolhem animais), a adopção de animais seniores, a adopção conjunta de animais (nomeadamente nos casos em que há dependência marcada) e a relevância das Famílias de Acolhimento Temporário.

Um conselho para quem quer adoptar um animal

Não ceda apenas à emoção. Pense a longo prazo, pois vai assumir um compromisso por muitos anos com um ser que será seu dependente para o resto da vida.

Um projecto que tem que ser conhecido

Apesar de já ser bastante conhecido todas as oportunidades são poucas para dar a conhecer o bom serviço prestado pelo Encontra-me. É de salientar que a dispersão de sites deste tipo, onde são divulgados animais desaparecidos ou encontrados, é contraproducente para a sua eficácia. Um esforço de sincronização destes serviços deveria ser feito.

Uma pessoa anónima que vale a pena conhecer

As pessoas que diariamente cuidam de colónias e matilhas. Lidamos com muitas e com características muito diversas, mas pela magnitude da tarefa e pelo exemplo, indicamos a Eduarda Fonseca, que nos contactou para esterilizarmos os animais do Parque de campismo da Campidouro.

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