PSD deu seguimento à denúncia de "burla" contra ministro

O caso chegou à Inspecção Geral da Educação e Ciência antes de ter sido noticiado e desmentido.

Segundo Duarte Marques, impunha-se ao PS "uma atitude sensata de promoção da paz social e do consenso político"
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Duarte Marques, deputado do PSD Foto: Daniel Rocha

Durante o debate esta quinta-feira à tarde no Parlamento, nenhum partido falou das acusações de um antigo professor do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que o acusava de burla por supostamente ter recebido uma bolsa de doutoramento indevida. As denúncias foram públicas, assim como o desmentido do governante e da Fundação de Ciência e Tecnologia, mas o caso não terminou aqui. Isto porque antes de ser tornado público, o PSD já sabia da existência de dúvidas sobre o governante e reencaminhou os documentos que recebeu à Fundação de Ciência e Tecnologia e à Inspecção Geral da Educação e da Ciência.

"Recebemos as denúncias sobre esse assunto e limitámo-nos a cumprir a nossa obrigação de as fazer chegar às autoridades competentes", confirmou, ao PÚBLICO, o deputado do PSD Duarte Marques. A denúncia do professor e a notícia de que o PSD teria dado seguimento foram publicadas, esta quinta-feira, na revista Sábado.

O deputado não quis entrar na discussão sobre a culpa, ou não, do governante, nem avançou se o PSD fez alguma avaliação, limitando-se a confirmar que o PSD, ao receber os documentos com a denúncia, decidiu reenviá-los para as entidades que fiscalizam as bolsas. "A FCT respondeu de imediato, com o texto que também fez chegar à comunicação social, e a Inspecção Geral da Educação e Ciência acusou a recepção e informou que iria fazer a devida averiguação", disse o deputado.

A denúncia, entretanto já desmentida pela FCT, vai no entanto ser averiguada pela Inspecção-Geral. Quando questionado sobre a polémica, o deputado apenas termina dizendo: "Aguardemos com tranquilidade o resultado desse inquérito".

A denúncia foi feita pelo professor Rui de Carvalho, em entrevista à revista Sábado, e dizia que o ministro teria burlado a FCT em 18 mil euros por ter recebido uma bolsa indevida. A Fundação desmentiu as acusações, dizendo que tinha avaliado o processo e não tinha encontrado vestígios de ilegalidade. 

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