Um festival para aproximar as crianças do património cultural

A partir desta quinta-feira, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência promove o consumo de património cultural por crianças e escolas. O festival Aproxima-te! dura quatro dias

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Pintura, música, teatro, cinema, dança fazem parte da programação cultural para as famílias DR

Uma exposição, uma conferência internacional sobre educação patrimonial e muitos espectáculos e actividades para crianças e jovens compõem a semana de educação patrimonial que tem como cenário o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, mas que junta várias entidades ligadas à educação e à cultura.

Segundo a empresa que organiza o festival, Spira Revitalização Patrimonial, “é mais fácil apreender a Odisseia de Homero no âmbito de uma maratona literária, com público a assistir e tendo por base uma versão adaptada para crianças do que na obrigatoriedade do programa curricular da escola”.

Acreditam também que “é mais fácil querer saber quais os feitos de alguns dos reis de Portugal através de um jogo entre equipas do que a partir de uma listagem descritiva monocórdica”. Por isso o festival Aproxima-te! propõe-se “anular a carga negativa que recai sobre o património cultural, retirando-lhe a mediação fechada, elitista e silenciosa, trazendo antes sons, expressões, toques e dinamismo ao seu usufruto”.

O programa cultural para as famílias abre na sexta-feira, às 19h30, com um concerto da Orquestra Geração Carnaxide-Portela, um projecto de inclusão social que aposta na aprendizagem da música a jovens e comunidades desfavorecidas. Nos dias que se seguem, há actividades e espectáculos, como Preencher vazios (arquitectura), Cavalinho à la minute (fotografia), A relatividade de Einstein (física), Oficinas de danças portuguesas (dança com os Pé de Xumbo), A bolota: a história, os benefícios e a utilização de um alimento novamente disponível (gastronomia), Colorir Lisboa (pintura), A olhar para o céu (astronomia), Peddy-paper no Bairro Alto e O bairro do museu (roteiro com os Little Lisbon – Lisbon for Kids), A Farsa do Sapateiro (marionetas), Aniki-Bobó, A Infância Perdida, A Primavera – Ciclo de Estações (cinema), Cante alentejano (música pelo Grupo Coral de Beja), A origem da biodiversidade e Celebrando a biodiversidade (biologia), Contos, cantos e outros tantos (Ana Sofia Paiva), Pintura de mural (graffiti), Um caderno chamado diário gráfico (desenho) e Os Lusíadas – de Lisboa à Índia (teatro com António Fonseca).

A conferência internacional de educação patrimonial, sob o título “O estado da arte em Portugal”, começará também na sexta-feira (20 de Maio), às 9h, no Laboratorio Chimico, com a presença de Catarina Vaz Pinto (em representação da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC), José Pedro Sousa Dias (Museu Nacional de História Natural e da Ciência), Fernando Nogueira (Fundação Millennium bcp) e Catarina Valença (Spira – Revitalização Patrimonial).

Os painéis em discussão por profissionais portugueses e estrangeiros têm temas como “Políticas de outros lados”, com a presença de especialistas espanhóis, franceses e britânicos, “Casos de estudo nacionais” (Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela; Padrão dos Descobrimentos; Mapa das Ideias) e “Outras abordagens” (Little Lisbon; Alice Eça Guimarães – realizadora do filme A Incrível História das Linhas de Torres Vedras; Galeria de Arte Urbana – CML).

A exposição, que se inaugura no primeiro dia do festival, dará a conhecer as iniciativas de um leque diferenciado de entidades e empresas promotoras de actividades de enriquecimento cultural, serviços educativos e actividades extracurriculares: Jardim Zoológico de Lisboa, Museu Marítimo de Ílhavo, Cinemateca Portuguesa, Ruínas de Tróia, Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, entre outras. O objectivo, segundo os organizadores, é “facilitar o consumo das matérias patrimoniais pelas crianças e respectivas famílias, assim como pelas escolas”.