Feirense junta-se ao Desp. Chaves no regresso à Liga

Um empate bastou para a equipa de Santa Maria da Feira garantir a subida de escalão. Portimonense falhou o objectivo.

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Catarina Morais/AFP

Um duplo empate, na Póvoa de Varzim e em Chaves, serviu para confirmar o Feirense como a segunda equipa a subir à I Liga na próxima época. Com o 1-1 registado em Trás-os-Montes, a equipa de Santa Maria de Feira confirma a promoção, deixando pelo caminho o Portimonense, que não foi além de um nulo frente ao Varzim.

Quatro anos depois, o Feirense regressa à elite do futebol português, terminando a II Liga no terceiro lugar, uma vez que o campeão, o FC Porto B, não pode subir de escalão por força dos regulamentos. No segundo posto, ficou o Desportivo de Chaves, que havia assegurado a subida na penúltima jornada, com 81 pontos, mais três pontos que o dois mais directos perseguidores.

Apesar do empate pontual entre candidatos, foi o Feirense a levar a melhor no confronto directo, uma equipa que mudou de treinador na fase final da temporada, com a saída de Pepa, e que encontrou em José Mota o homem certo para dar continuidade ao projecto.

"As subidas de divisão marcam sempre. Tive a felicidade de encontrar um grupo fantástico, com ambição e que nos momentos mais difíceis sempre sonhou com este objectivo. Disse-lhes que tinham qualidade e valor para viverem este dia. Importava valorizar os jogadores e convencê-los de que este dia podia acontecer", explicou José Mota à SportTV, minutos depois do fim da partida, em Chaves.

"Tínhamos que ganhar!"

Desalentado, o treinador do Portimonense, José Augusto, aceitou de cabeça erguida o duro golpe, lamentando o facto de não ter conseguido vencer na Póvoa de Varzim, o que teria sido suficiente para acompanhar o Desportivo de Chaves.

"Frustrado? Claro! Tínhamos que ganhar para atingir o nosso objectivo. E quando não o conseguimos, a frustração é grande. Infelizmente, faltou um pequeno passo, mas que em nada apaga a época que fizemos. Agora é olhar e seguir em frente e manter esta filosofia do clube", afirmou.

José Augusto tenta contornar a depressão colectiva com a ideia de que não há como escapar a este sentimento. "São estados emocionais normais nesta fase da competição. Os jogadores queriam muito esta subida, mas a ansiedade não deixou, apesar de a equipa ter lutado até ao fim".

Atlético, Mafra e Farense despromovidos

PÚBLICO -
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Na zona de despromoção, a emoção teve rédea solta, acabando por sacrificar Atlético, Mafra e Farense, trio que acompanha os anteriormente despromovidos Oliveirense e Oriental.

E se o Atlético claudicou (2-3) em casa perante o Oriental, Mafra e Farense tentaram tudo, não resistindo às vitórias de Leixões, Académico de Viseu e Benfica B, que escaparam à sentença pondo termo a uma época de grandes provações. O Farense ainda se impôs em Barcelos (2-3), mas os dois pontos perdidos administrativamente foram fatais.