Petição da Fenprof reúne 100 personalidades em defesa da escola pública

Sérgio Godinho, Pedro Abrunhosa, Manuel Alegre, Helena Roseta e Daniel Oliveira entre os primeiros subscritores da petição a lançar na segunda-feira.

 A polémica em torno do financiamento do Estado aos colégios continua
Foto
Aeep alerta que os colégios poderão perder 19 mil alunos Miguel Manso (arquivo)

Sérgio Godinho, Pedro Abrunhosa, Fausto, Manuel Alegre, Helena Roseta, Ana Benavente, Baptista Bastos, Santana Castilho e Raquel Varela estão entre os primeiros subscritores da petição que rejeita o duplo financiamento da educação a lançar na segunda-feira pela Fenprof.

Os peticionários apelam ao investimento na escola pública e defendem que o financiamento a colégios privados só deve acontecer quando a resposta pública é insuficiente, de acordo com os documentos a que a agência Lusa teve hoje acesso.

A partir de segunda-feira começam a ser recolhidas assinaturas em todo o país para juntar aos nomes de 100 personalidades que apoiam a iniciativa, de artistas a investigadores, passando por autarcas e dirigentes associativos.

Kalu, baterista da banda Xutos e Pontapés, Isabel Gregório, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) e os presidentes das duas associações de directores escolares, Filinto Lima (Andaep) e Manuel Pereira (ANDE), assinam igualmente a petição.

O texto do abaixo-assinado/petição começa por afirmar que a Constituição da República impõe a obrigação de o Estado promover uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que satisfaça as necessidades de toda a população.

No documento, exige-se que não haja duplicação do financiamento e que, "no respeito pela Constituição", se garanta o financiamento adequado à escola pública.

O jornalista Daniel Oliveira, o investigador Licínio Lima, a cantora Maria do Amparo e o deputado comunista Miguel Tiago juntaram-se à iniciativa