Afinal, havia outro. O regresso do rei D. Sebastião pode estar perto

O Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto, em Lisboa, pode ter a resposta para a substituição da estátua de D. Sebastião, destruída na passada semana, no Rossio.

A estátua esteve até há alguns anos esquecida numa arrecadação
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A estátua esteve até há alguns anos esquecida numa arrecadação DR

Poderá ser o regresso de D. Sebastião. Uma semana depois do incidente que levou à destruição da estátua de D. Sebastião da fachada da estação do Rossio, em Lisboa, parece ter sido encontrado um substituto. O candidato (não ao trono, mas ao nicho do Rossio) é uma peça idêntica que esteve até agora guardada no Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto, nas antigas instalações do Palácio dos Condes de Penamacor, em Lisboa.

O Palácio dos Condes de Penamacor, hoje instituto de oftalmologia, manteve durante muitos anos fortes ligações com a monarquia portuguesa e foi um dos locais de passagem de Edmund Bartissol, um dos engenheiros responsáveis pela obra da estação do Rossio, o que explica a posse da estátua do monarca.

Assim que tomou conta da notícia do incidente que destruiu a estátua do Rossio, a direcção do instituto quis de imediato contactar a Infra-Estruturas de Portugal. "Sentimos que finalmente tínhamos encontrado o destino da estátua que aqui estava" e que foi recentemente encontrada numa arrecadação, conta ao PÚBLICO Fátima Sena e Silva, membro do conselho administração no instituto.

A administradora acrescenta ainda que esta estátua poderá mesmo tratar-se da original. “Havia um mestre que fazia o molde e a partir daí construíam-se as réplicas”, descreve. “Acreditamos que este é o molde original”, assevera.

A mesma responsável avança ainda que depois de contactar a Infra-Estruturas de Portugal, marcou uma reunião e já foi feita uma avaliação à estátua do instituto. Durante a manhã desta terça-feira, alguns especialistas na área do património e a Infra-Estruturas de Portugal estiveram a analisar o estado de conservação da obra, conta Fátima Sena e Silva.

Para o instituto, poder contribuir para a causa pública e para um património de inestimável valor “é um orgulho”. Segundo Fátima Sena e Silva, a equipa de avaliação “ficou muito satisfeita” e “estava fascinada com os pormenores da estátua”. Por essa razão, a administradora acredita que existem “fortes probabilidades” de avançar com o restauro e substituição desta peça.

O PÚBLICO tentou contactar a Infra-Estruturas de Portugal, mas ainda não foi possível obter mais informações.