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Cabify: aplicação concorrente da Uber chega esta semana a Lisboa

A Cabify funciona como a Uber, através de uma aplicação para Android e iPhone, ou então, a partir do próprio “site”

A Cabify, uma empresa de transporte privado, semelhante à Uber, chega esta semana a Portugal: a aplicação estará disponível para os utilizadores em Lisboa a partir desta quarta-feira, dia 11 de Maio. Nascida em Espanha, em 2011, a Cabify opera hoje em 17 cidades de vários países, nomeadamente em Espanha, Perú, México, Chile e Colômbia. Além de Portugal, a aplicação estará acessível este mês no Brasil.

A Cabify funciona como a Uber, através de uma aplicação para Android e iPhone, ou então, a partir do próprio “site”. A diferença está no cálculo da distância-preço. Os custos são calculados sem contar o trajecto percorrido e o tempo gasto. O preço é determinado por uma “rota óptima”, uma estimativa com base nos pontos de partida e de chegada e, caso haja uma alteração de percurso, a tarifa também altera.

A Uber, por sua vez, utiliza uma tarifa base à qual é somada uma tarifa variável influenciada pela distância percorrida e tempo gasto. Durante a noite, o preço através da Cabify não altera e não existem taxas extra com a bagagem. Tal como a Uber, o pagamento é feito através de cartão de crédito ou PayPal.

Os serviços disponíveis da Cabify variam de país para país e incluem o Lite, Executive, Group, Luxury, Taxi, Cabify Fly e Access. O Lite é o serviço mais barato e apresenta um carro de segmento médio com um motorista com licença, enquanto o Executive é mais caro e envolve um carro de segmento superior.

O Group pressupõe uma carrinha, que transporta até seis pessoas. No serviço Luxury, os veículos são de gama alta para três pessoas. No serviço Taxi, é tudo redireccionado para as empresas de táxis locais.

O serviço Cabify Fly envolve diferentes tipos de aeronaves para quatro pessoas, cujas tarifas são acordadas previamente. O Access destina-se aum grupo de até quatro pessoas com deficiências motoras ou incapacitadas fisicamente, num veículo com rampa. Ao contrário da Uber, a Cabify prevê parcerias com empresas de táxis e está a recrutar motoristas em Portugal.

É ilegal, ponto final”

O aparecimento em Portugal de aplicações como a Uber e, agora, a Cabify, estão a criar uma onda de contestação entre os taxistas. A Cabify “é prejudicial como a Uber”, afirma ao JPN Florêncio de Almeida, presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), a maior associação de taxistas do país. Para o presidente, esta nova aplicação é “exactamente a mesma coisa” que a Uber, uma vez que “não cumpre os requisitos da lei portuguesa”. É ilegal, ponto final”, remata.

Florêncio de Almeida admite a possibilidade da ANTRAL avançar com uma providência cautelar, mas apenas depois da aplicação entrar em funcionamento em Portugal. Esta sexta-feira, a ANTRAL reúniu com o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, para constituir um grupo de trabalho e nomear as entidades que vão estar presentes no mesmo.

“Nós não queremos nada de minimizar ou não minimizar”, esclarece Florêncio de Almeida. A ANTRAL pretende que as “entidades que façam o transporte ocasional de passageiros cumpram com os requisitos da lei portuguesa”, não se opondo a “qualquer entidade que apareça a fazer transporte”.

Por agora, Florêncio de Almeida afirma que a associação não pretende realizar nenhum protesto, mas assegura que quando existir um “será para esta e para as outras que houver”. O presidente acredita que, se a situação não for regulamentada,“vão aparecer para aí dezenas” de outros serviços semelhantes.