Unidade Especial de Polícia pede “condições mínimas de trabalho”

No Grupo Operacional Cinotécnico "as condições em que estão instalados os canídeos acabam por ser mais adequadas aos canídeos do que aquelas em que os homens se encontram neste momento instalados”, diz comandante da Unidade Especial de Polícia.

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À excepção do Corpo de Intervenção, todas as subunidades da Unidade Especial de Polícia estão instaladas em Belas Nuno Ferreira Santos

O comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP, superintendente Constantino Ramos, pediu nesta quinta-feira ao Governo “condições mínimas de trabalho” para a realização da missão, dando conta da falta de condições das instalações e desgaste das viaturas.

Na cerimónia que assinalou o 8.º aniversário da UEP, em que esteve presente a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, o comandante desta unidade da PSP disse que o Corpo de Intervenção (CI), instalado na Ajuda, em Lisboa, “está numa situação de insalubridade extrema para a qual urge encontrar uma solução”.

Segundo Constantino Ramos, o CI da Ajuda “é a situação mais gritante”, mas também existem problemas nas instalações do Grupo Operacional Cinotécnico, localizado em Belas, no concelho de Sintra, onde está a sede da UEP, e nas forças destacadas no Porto.

“No Grupo Operacional Cinotécnico, as condições em que estão instalados os canídeos acabam por ser mais adequadas aos canídeos do que aquelas em que os homens se encontram neste momento instalados”, disse aos jornalistas.

O comandante da UEP disse ainda que o parque automóvel tem que ser “substituído e renovado”, tendo em conta o desgaste. “São problemas de que a tutela já tem conhecimento, mas que entretanto persistem e enquanto não forem resolvidos compete-me a mim, dirigente desta casa, apresentá-los novamente.” Até ao final do ano, diz, espera do Ministério da Administração Interna (MAI) uma resposta.

O MAI está “em cima do acontecimento”

Constantino Ramos disse também que tem a noção da “condição difícil, do ponto de vista económico”, que o país atravessa, mas apenas está a pedir “condições mínimas de trabalho para a execução das missões”.

Questionada pelos jornalistas, a ministra afirmou que as condições do CI na Ajuda são conhecidas, estando, neste momento, a procurar uma solução para que “de uma vez por todas” passe para as instalações da UEP em Belas.
“Estamos neste momento a procurar uma solução para trazer essa unidade de intervenção para junto da UEP. Naturalmente que a solução que for encontrada tem um impacto orçamental elevado”, disse.

Sobre as viaturas e os meios, a governante adiantou que, até ao final do ano, o MAI vai apresentar a lei de programação dos equipamentos das forças de segurança.

“É preciso garantir um investimento contínuo e de longo de prazo para renovar esses equipamentos”, disse, realçando que o MAI está “em cima do acontecimento” e a fazer uma lei de programação dos equipamentos das forças de segurança.
A UEP é composta pelo Corpo de Intervenção, Grupo Operacional Cinotécnico, Grupo de Operações Especiais, Corpo de Segurança Pessoal e Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo.

À excepção do Corpo de Intervenção, todas as subunidades da UEP estão instaladas em Belas, tendo ainda esta unidade de reserva da PSP destacamentos no Porto, Faro e Madeira.