Prémio Miguel Portas com três vencedores

Os projectos vencedores abordam o tema desta edição do prémio: “Entre Pontes e Margens – Migrações”.

Miguel Portas será ainda homenageado no domingo no Teatro São Luiz, em Lisboa
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Miguel Portas será ainda homenageado no domingo no Teatro São Luiz, em Lisboa Nuno Ferreira Santos

O Prémio Miguel Portas foi este ano entregue ex aequo a três projectos: o MUNDIFICAR, o Mygrantour e o EmPoderar. A decisão de não destacar um vencedor e duas menções honrosas foi justificada pela complexidade dos projectos apresentados a concurso que este ano era dedicado ao tema “Entre Pontes e Margens – Migrações”.

A cerimónia de entrega do prémio decorre este sábado nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, que patrocina a iniciativa promovida pela Associação Miguel Portas, constituída depois da morte do fundador do BE e europdeputado. A entrega é feita pelo arquitecto Nuno Portas, pai de Miguel Portas e na sessão intervêm Augusto M. Seabra e Miguel Vale de Almeida, ambos membros do júri, além do jornalista José Manuel Rosendo.

O projecto “MUNDIFICAR - Para a Integração de imigrantes na região de Viseu” é promovido pela Associação para o Desenvolvimento Rural de Lafões e foi distinguido pela forma como “”trabalha contra a discriminação dos imigrantes numa zona do interior, o distrito de Viseu, lançando um desafio de abertura ao mundo e de interculturalidade”, explica um comunicado distribuído pela Associação Miguel Portas.

O projecto “Mygrantour – Percursos Interculturais Urbanos” é promovido por Associação Renovar a Mouraria e foi escolhido “pelo modo como, trabalhando numa zona de pequena escala com presença de dezenas de nacionalidades numa grande cidade, a Mouraria em Lisboa, propõe percursos Interculturais urbanos com guias migrantes, apresentando a nova diversidade de um bairro histórico”.

O projecto “EmPoderar – do sonho à acção” é promovido pela Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade entre Mulheres e Homens e destaca o “trabalho no seio de uma comunidade substancialmente não integrada, os ciganos, e especificamente dentro desta com jovens mulheres, objecto de múltiplos níveis de discriminação e exclusão”.