Há uma pista ainda em aberto no caso Maddie

Chefe da Metropolitan Police disse que havia uma linha de investigação ainda por concluir, mas não deu pormenores. Portugal não recebeu pedido para suspeitos serem ouvidos.

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos
Foto
Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos REUTERS/Virgilio Rodrigues

A Polícia Judiciária portuguesa não recebeu das autoridades inglesas que investigam o desaparecimento de Madeleine McCann qualquer pedido para que três homens associados a furtos em 2007 no Ocean Club, na Praia da Luz, fossem de novo inquiridos. Madeleine McCann desapareceu a 3 de Maio de 2007 do apartamento G5A do Ocean Club. Tinha três anos. Segundo a edição desta sexta-feira do jornal Telegraph, as autoridades inglesas quereriam interrogar três homens, que já foram no passado detidos e interrogados (e libertados).

Um deles trabalhava no Ocean Club, transportava turistas, e estaria ligado a roubos no aldeamento. Chamadas telefónicas entre os três colocavam-nos no local do desaparecimento da criança na noite de 3 de Maio, de acordo com o jornal. Fonte da PJ garantiu, contudo, ao PÚBLICO que não existe qualquer pedido para que estes homens sejam de novo questionados.

Numa entrevista esta semana à estação de rádio LBC, Bernard Hogan-Howe, chefe da Metropolitan Police, dizia que existia uma “última pista” a seguir no caso Madeleine McCann. Mas não deu qualquer indicação sobre do que se tratava. O jornal The Sun avançou entretanto que essa última pista estaria relacionada com os três suspeitos, mas que as autoridades portuguesas não estariam a colaborar. Fonte da PJ garante que as relações e a cooperação com a polícia britânica neste caso continuam a ser as melhores.

“Uma criança desapareceu, toda a gente quer saber se está viva e, se está viva, onde está e, se estiver morta, temos de dar algum conforto à família”, afirmou Bernard Hogan-Howe, segundo uma transcrição da entrevista feita pelo Telegraph na terça-feira. Adiantando que a investigação tem de ser feita “em conjunto com as autoridades portuguesas e as de outros países”, Hogan-Howe disse ainda que “há uma linha de investigação que permanece por concluir” e que espera conclui-la “nos próximos meses”.

A polícia inglesa mantém uma pequena equipa com o caso. “O tamanho da equipa desceu substancialmente, somos duas ou três pessoas, chegámos a ser 30”, contou Hogan-Howe. Contudo “há uma linha de inquérito que todos concordam que deve continuar a ser seguida” pelo que, para já, a Operation Grange — criada em 2011, especificamente para investigar o caso Maddie — manter-se-á.

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, no aldeamento onde a família e amigos estavam a passar férias.

Foi após um apelo dos pais de Madeleine ao primeiro-ministro britânico que foi aberta a Operação Grange. Em Setembro do ano passado, em resposta a uma questão colocada pela Câmara dos Lordes, o Governo fez saber que até ao final de Junho o montante gasto nessa operação ascendia a cerca de 14 milhões de euros.