Livraria Ulmeiro vai manter as portas abertas em Lisboa

Risco de encerramento chamou clientes para a livraria e o senhorio também ajudou.

José Antunes Ribeiro na sua livraria
Foto
José Antunes Ribeiro na sua livraria Enric Vives-Rubio

A livraria Espaço Ulmeiro, fundada em 1969, em Lisboa, que estava em risco de fechar por falta de verbas, ficará de portas abertas, revelou nesta quarta-feira o editor e livreiro José Antunes Ribeiro.

"Esperamos que, da crise, possa haver crescimento", afirmou o livreiro à agência Lusa, elogiando a "grande abertura por parte do senhorio" - a Fundação António Manuel Figueiredo Sardinha -, para a continuidade da livraria alfarrabista, no bairro de Benfica.

Segundo José Antunes Ribeiro, vai ser criada a Associação Cultural Ulmeiro, para dinamizar o trabalho da livraria, em torno do livro e da leitura, dentro e fora de portas, em parceria com outros municípios, e manter-se-ão os leilões regulares de livros no Facebook.

A livraria Espaço Ulmeiro abriu em 1969, em Lisboa, mas foi perdendo clientes, sobretudo nos últimos quatro anos, por conta da quebra do poder de compra e da entrada em vigor da nova lei das rendas.

Em Fevereiro, José Antunes Ribeiro ponderou encerrar a livraria por razões financeiras, tendo realizado uma feira do livro, numa tentativa de reverter a situação.

O hipotético encerramento acabou por chamar a atenção para o trabalho da livraria, em particular nas redes sociais, suscitando o aparecimento de novos clientes.

"Já sabíamos que as coisas são como uma espécie de ioiô. Temos de melhorar os leilões, alimentar a visibilidade sobre o que fazemos, dinamizar as coisas também fora daqui", disse José Ribeiro à agência Lusa.

Na página oficial do Facebook, através da qual tem mantido contacto com leitores e visitantes, José Ribeiro escreveu hoje: "As palavras e os gestos concretos de apoio irão continuar a ser decisivos, e nós esperamos não repetir os erros do passado, para que seja possível desenvolver o projecto livreiro e editorial do Espaço Ulmeiro".