Beyoncé lança de surpresa novo ‘álbum visual’

Para além de 12 canções, com Jack White, James Blake ou Kendrick Lamar, há um filme de mais de uma hora, dividido por várias partes.

Foto

Há cerca de uma semana foi lançado um misterioso trailer a anunciar uma estreia de Beyoncé, num especial de TV, para a rede americana HBO, mas não se sabia o que era em concreto. Aconteceu na noite de sábado. E o que de lá saiu foi um novo álbum da cantora intitulado Lemonade. Tal como o seu registo anterior, o disco homónimo de 2013, este também é descrito pela cantora como sendo um "álbum visual".

Para além de 12 canções, há um filme de mais de uma hora, dividido por várias partes, correspondendo às imagens para cada uma das canções, mas não só, incluindo uma série de interlúdios com poesia de Warsan Shire, e acabando o registo filmado por funcionar como objecto artístico autónomo, com alguns participantes ilustres como a tenista Serena Williams ou o marido da cantora, Jay-Z.

O que se repetiu também foi a estratégia de lançamento. Ou seja, apostou-se na surpresa. Ou pelo menos na semi-surpresa. Trata-se do sexto álbum de estúdio da cantora e está agora disponível para streaming ou descarregamento para os utilizadores do Tidal, o serviço de que o marido da cantora, o rapper Jay-Z, é um dos principais responsáveis.

O álbum conta com um leque alargado de colaborações, de Jack White a Kendrick Lamar, ou de James Blake a The Weeknd. Os arranjos de cordas estão por conta de Jon Brion (Kanye West, Fiona Apple), mas nos créditos autorais surgem muitos outros nomes conhecidos (Ezra Koenig dos Vampire Weekend, Diplo, Father John Misty ou The-Dream), o mesmo sucedendo ao nível dos samples utilizados, com fragmentos sonoros pertencentes a nomes tão diferentes como Animal Collective, Yeah Yeah Yeahs, Led Zeppelin, OutKast ou Isaac Hayes.

Musicalmente trata-se de uma obra ecléctica, movendo-se entre o R&B, o hip-hop, o rock ou o jazz, enquanto tematicamente parece demonstrar que Beyoncé quer mesmo expor as suas visões políticas, ao mesmo tempo que adopta um tom feminista.