Passos Coelho consegue 33 dos 70 lugares do Conselho Nacional

Foram eleitos todos os novos membros dos órgãos dirigentes do PSD: ao todo, são 136 caras.

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Adriano Miranda

Pedro Passos Coelho conseguiu eleger 33 dos 70 lugares em disputa no Conselho Nacional do partido, um resultado que ultrapassa, em muito, os 18 lugares obtidos no anterior congresso do partido, em 2014, e ao qual concorreram nove listas. Luís Marques Guedes, ex-ministro de Passos, encabeçou a lista oficial deste ano. Miguel Relvas liderou a de 2014.

O bom resultado da lista oficial – e pouco habitual em congressos do PSD – demonstra um aparente unanimismo, já que integra vários elementos de estruturas do partido, como os líderes da JSD, dos ASD e dos TSD, que tradicionalmente apresentam listas próprias e que abdicaram de o fazer. Contudo, ainda ontem, surgiram outras canditaturas, protagonizadas, sobretudo, por ex-membros da JSD.

Um deles, Sérgio Figueiredo, avançou como número dois da lista de Carlos Eduardo Reis (ex-líder da distrital da JSD de Braga), apesar de ser vice-presidente da bancada do PSD na Assembleia da República. 

Todas as candidaturas que foram a eleição (incluindo a de Carlos Eduardo Reis, Luís Rodrigues e Luís Gomes), conseguiram eleger elementos. A segunda mais votada é liderada por João Moura (B) e contribuirá com nove pessoas para o Conselho Nacional.

Para os órgãos do partido votaram, em média, 740 delegados. A lista do líder para a Comissão Política, para a qual não houve concorrência, obteve 594 votos. Ainda assim, estes quase 80% significam que o PSD não ficou muito entusiasmado com as escolhas do líder. De todas as suas equipas sufragadas em congresso, esta foi a menos votada: em 2010, a primeira Comissão Política Nacional de Passos obteve 87,5% dos votos, em 2012 subiu para 88% e em 2014 chegou aos 85%. Uma das razões apontadas é a escolha de Maria Luís Albuquerque para vice-presidente do partido.