Os tributos a David Bowie em Nova Iorque

A homenagem aconteceu no Carnegie Hall quinta-feira à noite e esta sexta-feira o tributo continua, desta vez no Radio City Music Hall.

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Wayne Coyne dos Flaming Lips durante o concerto de quinta-feira à noite no no palco do Carnegie Hall, Kevin Mazur/Getty Images/AFP

O acontecimento estava marcado antes da sua morte, tendo os cerca de 3000 mil bilhetes esgotado em duas horas, mas naturalmente que o espectáculo de tributo The Music Of David Bowie ganhou novos contornos depois da morte do músico e cantor em Janeiro, gerando a partir daí um interesse inusitado.

A noite desta quinta-feira, no palco do Carnegie Hall, em Nova Iorque, foi de memórias, com inúmeros músicos e cantores e prestarem homenagem ao legado de David Bowie, apresentando as mais diversas versões. Michael Stipe (R.E.M.) cantou Ashes to ashes com Karen Elson, os Flaming Lips recriaram Life on Mars e Debbie Harry (Blondie) lançou-se a Starman. O espectáculo teve início com o icónico produtor de Bowie, Tony Visconti, ao lado de Cindy Lauper, que cantou Suffragette City. Os Pixies, Laurie Anderson, Cat Power, Rickie Lee Jones, Sean Lennon ou Jakob Dylan foram alguns dos outros nomes que passaram pelos palco.

Esta sexta-feira à noite o tributo continua, desta vez no Radio City Music Hall, com repetentes da primeira noite e algumas novidades, num alinhamento necessariamente ecléctico, que passará em revista os seus clássicos. Cat Power, Ann Wilson (Heart), Perry Farrell, Jakob Dylan, Polyphonic Spree, Michael Stipe, Pixies, Flaming Lips, Amanda Palmer, Anna Calvi, Kronos Quartet, Tony Visconti, Mumford & Sons, Miley Cyrus, J Mascis, Sean Lennon, Esperanza Spalding ou Rickie Lee Jones, a solo ou em regime de colaborações, são algumas figuras que irão evoluir.

O acontecimento do Radio City Music Hall poderá ser acompanhado em directo, via Skype, através do sítio oficial do evento (http://musicofdavidbowie.com/), com de uma contribuição mínima sugerida de 5 dólares. 

Os The Roots, que faziam parte do alinhamento, acabaram por não comparecer, depois de um problema com a partilha de equipamento, com um outro grupo, os australianos Holy Holy. A polémica instalou-se quando os Roots, através do baterista Questlove, fizeram saber nas redes sociais que não tinham paciência para “prima-donas”, surgindo depois um comunicado da organização do acontecimento a esclarecer que terá existido uma falha de comunicação em relação ao uso partilhado de uma bateria.