Auditoras do Banif chamadas à comissão de inquérito

Novas audições no Parlamento já foram agendadas. Na próxima semana serão ouvidos Carlos Costa, Maria Luís Albuquerque e Mário Centeno.

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António Varela, antigo administrador do Banco de Portugal, está a ser ouvido nesta quinta-feira Miguel Manso

As auditoras externas que acompanharam o Banif vão ser ouvidas na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização, resolução e venda do banco. As novas audições foram agendadas nesta quinta-feira, dia em que está a ser ouvido o ex-administrador do Banco de Portugal, António Varela e antigo representante do Estado na instituição financeira.

As audições com a PwC, da Ernst&Young e da Oliver Wyman foram calendarizadas para começar a 14 de Abril. Antes, já na próxima semana, a comissão parlamentar de inquérito irá ouvir Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, no dia 5 de Abril, seguindo-se a antiga ministra das Finanças do Governo PSD/CDS, Mário Luís Albuquerque (6 de Abril), e o actual ministro das Finanças, Mário Centeno (7 de Abril).

Vítor Gaspar, que também foi ministro das Finanças no anterior Governo, foi igualmente convocado, mas mostrou disponibilidade para prestar esclarecimentos por escrito, visto que está a viver nos EUA.

Também estão previstas audições ao presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Carlos Tavares, a 13 de Abril, bem como a Pedro Duarte Neves, que tinha o pelouro da supervisão prudencial no Banco de Portugal, a 21 de Abril. José Berberan Ramanho, que, além de vice-governador do banco central, é presidente do Fundo de Resolução, será ouvido a 26 de Abril, no mesmo dia que Carlos Albuquerque, director de supervisão prudencial do Banco de Portugal.

As audições na comissão de inquérito arrancaram na segunda-feira, com os esclarecimentos prestados por Joaquim Marques dos Santos, que presidiu à instituição até Março de 2012 e que afirmou que "o Brasil sempre teve situações anómalas e a história ainda está por fazer”.

Na terça-feira, foi ouvido Jorge Tomé. O ex-presidente executivo do Banif criticou a ausência do Banco de Portugal quando começou a corrida aos depósitos. Na quarta-feira, foi a vez de Luís Amado, antigo presidente não executivo do banco. O também ex-ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que o poder da Europa chegou a assemelhar-se a um “rolo compressor”.