Explosões no aeroporto e no metro fazem dezenas de mortos e deixam Bruxelas em alerta máximo

Alerta máximo de segurança na capital belga. O procurador-geral federal belga confirmou tratar-se de uma acção terrorista. Atentados fizeram já 34 mortos e mais de uma centena de feridos. Governo temia represálias pela captura de Salah Abdeslam.

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AFP

A capital da Bélgica foi na manhã de terça-feira abalada por duas explosões no aeroporto de Zaventem e uma, minutos depois, na estação de metro de Maalbeek, próxima de várias instituições europeias. As autoridades contam já 34 mortos e cerca de 140 feridos, um número que poderá aumentar ao longo do dia.

Atentados em Bruxelas ao minuto

Quando se tentava ainda perceber o que tinha acontecido, uma nova detonação sentiu-se por volta das 8h30 (hora de Portugal Continental), cerca de 90 minutos depois de duas explosões terem atingido a zona de embarque do aeroporto de Bruxelas. 

Os dois impactos estridentes sentiram-se no aeroporto por volta das 7h da manhã desta terça-feira (hora de Portugal Continental). Segundo a estação televisiva belga VRT, no aeroporto morreram 14 pessoas e na estação de metro terão morrido 20.  

Em conferência de imprensa, o procurador-geral federal belga confirmou que as três explosões desta manhã na capital foram resultado de uma acção terrorista. “No aeroporto de Zaventem ocorreram duas explosões no hall de partidas, uma das quais foi provavelmente provocada por um suicida, e um pouco mais de meia hora depois registou-se uma explosão [na estação de metro] de Maelbeek”, detalhou Frédéric Van Leeuw, confirmando a abertura de um inquérito-crime.

O aeroporto foi encerrado, e assim permanecerá pelo menos até às 6h de quarta-feira, e o tráfego aéreo interrompido.

As primeiras imagens postas a circular nas redes sociais dão conta de dezenas de pessoas em fuga, destroços e grandes torres de fumo e poeira visíveis desde uma das entradas do aeroporto. "Senti o edifício tremer", conta um jornalista da Sky News que estava na zona de embarque no momento das duas explosões. 

"Fui até à zona das explosões e vi pessoas chegarem com um ar muito afectado e em choque", prosseguiu Alex Rossi, dizendo que o receio dominante entre as pessoas no local era terem sido alvos de um atentado terrorista, o que abriria a possibilidade de existirem novos ataques. 

As explosões ocorrem quatro dias depois da captura de Salah Abdeslam, um dos terroristas que atacou Paris a 13 de Novembro em nome do grupo Estado Islâmico e que, já depois de detido, admitiu estar a preparar novos ataques. No início desta semana, o ministro belga do Interior disse que as autoridades estavam preparadas para possíveis ataques de represália à detenção de Abdeslam. 

"Sabemos que travar uma célula [jihadista] pode fazer com que outras entrem em acção", disse Janbom. "Estamos conscientes disso neste caso."

Os relatos nos media belgas e franceses sugerem mais vítimas. De acordo com Anna Ahronheim, consultora para assuntos de defesa na estação francesa i24, as duas explosões deram-se no local de embarque da transportadora American Airlines e fizeram mais de dez mortos. 

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