Se tem um jardim, a Câmara do Porto tem uma árvore para si

A iniciativa, fruto de uma parceria da Câmara do Porto com o Projecto Futuro, tem como meta a plantação de 10 mil árvores na autarquia.

O sobreiro ocupa mais de 716 mil hectares em Portugal
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O sobreiro ocupa mais de 716 mil hectares em Portugal Pedro Cunha

Qualquer portuense, empresa ou organização sediada no Porto, que tenha um espaço com condições adequadas, pode receber até dez árvores de entre 11 espécies disponíveis para plantação nos 17 municípios da área metropolitana da cidade. “Futuro – O projecto das 100.000 árvores” é o nome da iniciativa que pretende “afirmar o Porto como uma cidade mais verde e mais sustentável”, avança o projecto na sua página oficinal.

Os interessados podem escolher até dez exemplares de árvores de espécies autóctones que melhor se adaptem ao seu espaço, entre as quais o medronheiro, o sobreiro, o teixo e o cipreste. No levantamento das árvores, os participantes recebem ainda uma pequena formação especializada, de cerca de 30 minutos, para ajudar na plantação e nos cuidados a ter com as suas árvores. Nos dias 1 e 2 de Abril, os inscritos podem levantar as suas árvores no Parque da Cidade do Porto ou na Quinta do Covelo.

Até agora já foram distribuídas 63.571 árvores, o que perfaz mais de 60% das árvores disponibilizadas. As candidaturas continuam até 20 de Março, limitadas às 100 mil unidades existentes, e os interessados podem inscrever-se na página oficial do projecto através do endereço 100milarvores.pt.

A iniciativa que nasceu em 2011 pretende, que num espaço de cinco anos, sejam plantadas 10 mil árvores nos jardins e quintais portuenses. No ano passado, foi distinguida como um “projecto de excelência”, pela Universidade das Nações Unidas (UNU), no 9 º Encontro Global dos Centros Regionais de Excelência em Educação pelo Desenvolvimento Sustentável, em Okayama, no Japão.  

O Futuro - projecto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto é uma iniciativa do município que conta com a colaboração do Centro Regional de Excelência (CRE) do Porto, do Programa Floresta Comum e da Metro do Porto.

Texto editado por Ana Fernandes