Grupo mata uma pessoa durante fuga após assalto a carrinha de valores

Vítima mortal, um homem de 49 anos, foi coagida a parar o carro em plena A16, mas, mesmo depois de atingida, continuou a conduzir. Grupo armado continua em fuga.

Os suspeitos puseram-se em fuga na A16 e, mais tarde, saído desta via e seguido em direcção à zona da Terrugem
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Os suspeitos puseram-se em fuga na A16 e, mais tarde, saído desta via e seguido em direcção à zona da Terrugem Daniel Rocha (arquivo)

Um grupo armado de indivíduos encapuzados matou um homem de 49 anos na tarde deste domingo perto das portagens de Mem Martins, em Sintra, durante a fuga após um assalto a uma carrinha de valores, junto a um hipermercado em Lourel, no concelho de Sintra. As autoridades policiais continuam à procura dos suspeitos. <_o3a_p>

A vítima mortal foi coagida pelo grupo a parar o carro em plena A16, mas, mesmo depois de atingida, continuou a conduzir até às portagens de Mem Martins. O relato é do tenente Costa, do Comando Territorial de Lisboa da GNR, que adianta que o carro onde o grupo seguia (que terá sido roubado junto ao hipermercado ou antes) se despistou logo na entrada de Lourel daquela auto-estrada, deixando os assaltantes a pé.<_o3a_p>

O grupo, que a polícia acredita ter entre quatro e cinco elementos, continuou a ameaçar automobilistas a pararem, tendo conseguido imobilizar uma viatura que usou para fugir. Desta vez não fez feridos. O tenente Costa refere que várias pessoas ligaram para a GNR a dar conta que havia pessoas a pé em plena A16, pessoas essas que as autoridades acreditam ser os assaltantes.<_o3a_p>

O comissário Pimentel, do comando metropolitano de Lisboa da PSP, confirmou a morte de um homem. "A vítima foi transportada para um hospital, mas acabou por morrer", afirmou o responsável. O comissário Pimentel adiantou ainda que a circulação na A16 esteve vários vezes condicionada desde o início da tarde, tendo inclusive chegado a estar cortada nos dois sentidos. Por volta das oito da noite, o trânsito começou a fluir sem restrições.<_o3a_p>

A relações públicas do Hospital São Francisco Xavier, Alexandra Flores, confirmou ao PÚBLICO que o baleado foi transportado para aquela unidade por uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Instituto Nacional de Emergência Médica. "O senhor, que teria 49 anos, entrou no hospital já sem vida", afirmou a assessora. <_o3a_p>

Segundo o tenente Costa da GNR, o assalto, que foi bem sucedido mas cujo montante roubado desconhece, ocorreu entre as 14h e as 14h30. Os suspeitos barraram a carrinha de valores da empresa Loomis (antiga Securitas) que se encontrava junto ao hipermercado com um carro e conseguiram levar pelo menos parte do dinheiro que transportava. Não há registo de feridos entre os seguranças da carrinha.O PÚBLICO tentou contactar, sem sucesso, a Loomis, que no seu site informar ter "uma frota de cerca de 100 viaturas operacionais dedicadas ao transporte de valores para clientes de retalho, cadeias comerciais, público e instituições financeiras".<_o3a_p>

Fonte da PSP adiantou à agência Lusa que os suspeitos, já de carro, terão saído da A16 e seguido em direcção à zona da Terrugem, em Sintra.<_o3a_p>

Neste momento, o grupo está a ser procurado pelas várias polícias, estando a investigação do assalto entregue à Polícia Judiciária, onde está entregue à Unidade Nacional de Contra Terrorismo. 

<_o3a_p>Segundo o último relatório anual de segurança interna, relativo a 2014, nesse ano registaram-se 20 roubos a transportes de valores, menos 15% que no ano anterior, uma diminuição em linha com uma tendência de decréscimo verificada desde 2010. Deste conjunto, pelo menos cinco casos resultaram em roubos de quantias superiores a 50 mil euros. A maioria destes crimes concentrou-se em apenas quatro distritos (Braga, Porto, Lisboa e Setúbal) e foi cometida por mais de dois indivíduos com recurso a arma de fogo.  

"A diminuição generalizada no número destes crimes reflecte a assertiva resposta policial e o aumento da segurança no transporte de valores, com a utilização de malas de segurança com sistema remoto de alarme, tintagem e geo-localização, bem como nas operações de carregamento em ATM efectuadas em mais trajectos com menores valores transportados", lê-se no mesmo relatório.