CGTP quer envolver precários e pede aumento dos salários

Programa de acção foi aprovado por maioria com 55 abstenções. Reforço do papel dos sindicatos, envolvimentos dos precários, menos tempo de trabalho e melhores ordenados estão na lista de prioridades para os próximos quatro anos.

Programa aprovado pela maioria dos 730 delegados
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Programa foi aprovado pela maioria dos 730 delegados Enric Vives Rubio
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Enric Vives Rubio
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Enric Vives Rubio

O programa com as prioridades da CGTP para os próximos quatro anos foi aprovado neste sábado no último dia do XIII congresso da Intersindical que decorreu em Almada.

O documento foi aprovado pela maioria dos 730 delegados, com 55 abstenções e nenhum voto contra. Dividido em cinco capítulos, o programa de acção dá prioridade ao reforço do papel dos sindicatos, compromete-se a envolver de forma clara os trabalhadores precários, pede a dinamização da negociação colectiva, a redução do tempo de trabalho e o aumento dos salários.

Tal como já se esperava, as alterações propostas pelas tendências minoritárias da central (socialistas e bloquistas) acabaram por ser chumbadas.

A lista para o conselho nacional foi a votos, tendo sido eleita por maioria (617 votos a favor, 23 votos em branco e três votos nulos). Dos 147 nomes que compõem o conselho, 39 são novos, substituindo os dirigentes que saíram da CGTP por entrarem na idade da reforma ao longo do próximo mandato ou por alterações nas direcções dos sindicatos.

Os 147 eleitos foram chamados um a um por Joaquim Dionísio, um membros do conselho nacional e da comissão executiva que deixa a direcção da CGTP por estar próximo da idade da reforma. Passavam 15 minutos das 18 horas quando terminou a apresentação dos membros do conselho nacional, debaixo de fortes aplausos que ecoaram no Complexo Municipal dos Desportos de Almada.

É ao conselho nacional que caberá eleger, na próxima semana, a comissão executiva, o secretariado e o secretário-geral da CGTP. Arménio Carlos líder da central deverá ser reconduzido no cargo para um segundo e último mandato (não pode ser eleito uma terceira vez porque em 2020 excederá o limite de idade prevista nos estatutos da CGTP).