Apple pede desculpa e resolve “error 53”

Clientes que pagaram por um novo iPhone poderão pedir reembolso.

O problema afectava aparelhos reparados fora do apoio oficial
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O problema afectava aparelhos reparados fora do apoio oficial Damir Sagolj/Reuters

A Apple acabou por pedir desculpas aos utilizadores de iPhone e iPad que ficaram com os dispositivos inutilizados após uma actualização do sistema operativo, num caso que, como frequentemente acontece em situações destas, levou a uma onda de protestos online.

No início do mês, vários utilizadores de iPhone 6 e iPad que tinham sido reparados fora das lojas da Apple queixaram-se de que os telemóveis e tablets não completavam o arranque depois de ter sido instalada uma nova actualização do sistema operativo iOS. O problema afectava os aparelhos cujo sensor de impressão digital (que está integrado no botão e pode ser usado como uma alternativa ao código de desbloqueio) tivesse sido substituído ou modificado fora do suporte oficial da empresa. O sistema identificava o componente como não cumprindo os requisitos de segurança. Pelo menos para alguns utilizadores as tentativas para restaurar a versão anterior do sistema operativo resultavam numa mensagem a dizer “error 53”.

A Apple, que na altura afirmou tratar-se de uma funcionalidade de segurança, veio agora dizer que afinal a actualização problemática era um teste interno, que não deveria ter chegado aos utilizadores. “Pedimos desculpa por qualquer inconveniente, isto foi desenhado para ser um teste de fábrica e não tinha como objectivo afectar os clientes”, afirmou a empresa. Os utilizadores cujos aparelhos já não estavam na garantia e que pagaram por um novo podem agora contactar a Apple para um reembolso.

O pedido de desculpas da Apple surge numa altura em que a venda de iPhones está a abrandar. Segundo números da analista Gartner, a venda de iPhones caiu no último trimestre de 2015, naquela que é a primeira descida desde que o telemóvel chegou ao mercado, em 2007. A Apple vendeu 71,5 milhões de telemóveis, menos 4% do que no mesmo período de 2014. O mercado total de smartphones continuou a crescer, embora a subida tenha sido de 10%, a menor desde 2008.

Recentemente, a Apple teve uma postura que lhe valeu elogios por parte de alguns utilizadores, quando se recusou a criar software para que as autoridades americanas desbloqueassem um iPhone que pertencia ao homem que matou 14 pessoas num ataque no condado de San Bernardino, no sul da Califórnia.