Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Qatar aceitam “congelar” produção de petróleo

Ministros da Energia chegam a acordo em reunião em Doha, mas fica pendente da participação de mais países.

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Os preços do petróleo estão em queda há mais de 18 meses SERGEI KARPUKHIN/Reuters

A Arábia Saudita, a Rússia, o Qatar e a Venezuela chegaram a acordo numa reunião em Doha nesta terça-feira entre os ministros da Energia dos quatro países, para “congelar” a produção de petróleo aos níveis de Janeiro. O ministro russo da Energia, porém, diz que este tecto ainda está condicionado à participação de mais países exportadores.

Para já, os quatro países concordaram em controlar a produção petrolífera para “estabilizar os preços nos mercados”, afirmou aos jornalistas o ministro da Energia do Qatar Mohammed Saleh al-Sada, dizendo esperar que “os outros grandes produtores façam o mesmo”.

Segundo a Bloomberg, o ministro garantiu que o Qatar vai monitorizar o acordo entre os quatro produtores. Ali Al-Naimi, ministro da Energia da Arábia Saudita, considerou “adequado” manter a produção aos níveis do primeiro mês deste ano. E deixou a porta aberta a novas medidas nos próximos meses para estabilizar os preços do petróleo, em queda há mais de 18 meses (a queda ronda os 70% desde meados de 2014).

Este é o “início de um processo que avaliaremos nos próximos meses para decidir se serão necessárias outras medidas para estabilizar o mercado”. “Não queremos variações de preços significativas. Não queremos reduzir a oferta. Queremos responder à procura e estabilizar os preços”, sustentou Ali Al-Naimi.

Mohammed Saleh al-Sada, escreve a AFP, adiantou ainda que deverão ser levados a cabo contactos “intensivos” entre os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A medida, disse o ministro da Energia do Qatar, destina-se a “estabilizar o mercado, no interesse não apenas dos produtores e dos exportadores de petróleo, mas também da economia mundial”.

No mercado de Londres, o preço do Brent estava em alta antes de se conhecer o desfecho da reunião, tendo superado os 35 dólares por barril. Contudo, no fecho da sessão o preço do crude para entrega em Abril encerrou em baixa de 3,62%, para os 32,18 dólares.