Encontrados os oito montanhistas desaparecidos no Gerês

Grupo pediu ajuda à GNR, que está a ajudar as pessoas a regressarem para um local seguro. Foi inicialmente avançado que o grupo teria nove pessoas, mas afinal serão oito.

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No local estão também os Bombeiros de Terras de Bouro DR

grupo de oito montanhistas que estava desaparecido desde este sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês já foi encontrado pela GNR. No entanto, como os trabalhos estão a ser feitos a pé, o grupo ainda terá de andar cerca de seis quilómetros até chegar a uma zona segura onde esta força de segurança montou um local de apoio. A informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo Comando Territorial de Braga da GNR, que tem equipas de resgate na zona. Inicialmente foi avançado que o grupo teria nove pessoas, mas afinal seriam só oito.

Segundo a GNR, o mau tempo que se faz sentir no local onde os montanhistas desapareceram, com “frio, chuva e nevoeiro”, dificultou os trabalhos. No entanto, duas horas após o pedido de ajuda, já tinha sido possível localizar a zona em que desapareceram e menos de duas horas depois as equipas encontraram o grupo. A GNR assegura que ninguém está ferido, mas que dado o frio no Gerês forneceram roupa seca e alimentação antes de iniciarem a caminhada com as pessoas.

O grupo estava a caminhar desde manhã e o pedido de ajuda foi feito pelos próprios a meio da tarde. Segundo a GNR, o grupo está na zona da Cascata do Arado, numa zona de trilhos de difícil acesso na freguesia de Vilar da Veiga. Além da GNR, no local está também uma ambulância e uma equipa de resgate enviada pela corporação dos Bombeiros de Terras de Bouro.

Ainda em Janeiro, o Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, preparado para agir em zonas de difícil acesso, teve de resgatar um grupo que visitava a zona das Minas dos Carris, no mesmo parque.

Foi depois dessa situação, como noticiou o PÚBLICO, que a direcção do Parque Nacional da Peneda-Gerês deixou de emitir autorizações para visitas às áreas de protecção total, as zonas mais sensíveis daquela área protegida. A decisão foi tomada por tempo indeterminado e foi justificada pelos incidentes recentes. Esta decisão não tem um prazo de validade, mas deverá manter-se, pelo menos, por mais dois meses. As “condições meteorológicas” são um dos motivos apontados pelas autoridades para esta solução, o que levará a que não sejam aprovados novos pedidos durante os meses de Inverno.