Torne-se perito

PSD mantém-se prudente sobre esboço orçamental

Líder parlamentar diz que ainda é cedo para assumir se a bancada viabiliza o Orçamento do Estado para 2016

Luis Montenegro garantiu que o PSD vai nomear os seus deputados
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Montenegro foi dos principais entusiastas de um inquérito à CGD Rui Gaudêncio

O líder parlamentar do PSD mostra dúvidas sobre o esboço orçamental enviado pelo Governo a Bruxelas, mas prefere a prudência em torno dos comentários sobre o documento ou sobre a sua viabilização por parte dos sociais-democratas.

Luís Montenegro falava aos jornalistas à saída da reunião do grupo parlamentar, ao final da manhã desta quinta-feira, em que participou o presidente do partido, Pedro Passos Coelho. O líder da bancada social-democrata foi confrontado pelos jornalistas com uma notícia da TVI que dá conta da estimativa do défice para 2016 de 3,4% apontada pela Comissão Europeia tendo em conta o esboço orçamental que recebeu por parte do Governo português.

“O esborço do orçamento comporta incertezas e dúvidas que indiciam um excesso de optimismo”, começou por responder Luís Montenegro, repetindo a ideia de que se trata de uma oportunidade para o Governo “corrigir o tiro”.

Questionado sobre se o PSD pode viabilizar a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2016, o líder da bancada laranja remeteu essa responsabilidade para os partidos que apoiam o Governo. “Não vale a pena fazer especulação, quem suporta este Governo é o PS, o BE, o PCP e de vez em quando o PAN”, disse, rejeitando antecipar qualquer comentário sobre o sentido de voto da bancada social-democrata. Por outro lado, Montenegro argumentou que o processo ainda está numa fase em que não se está a discutir “o mérito das propostas” mas apenas o “resultado”.

O momento é ainda de alguma expectativa. “Estamos serenamente mas também com apreensão a assistir a este percurso atribulado” de elaboração da proposta orçamental, afirmou.

A proposta do OE deverá ser aprovada em Conselho de Ministros na próxima quinta-feira e entregue na Assembleia da República no dia seguinte. A votação final global está marcada para dia 16 de Março.

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