Nóvoa ignora críticas de apoiantes de Belém e elege dois adversários: Marcelo e a abstenção

Antigo reitor diz que “todos os apoios são bem vindos” e não comenta críticas de Vera Jardim e Manuel Alegre em acções de campanha de Maria de Belém

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Marco Duarte
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Depois das críticas de Manuel Alegre e Vera Jardim, apoiantes de Maria de Belém, que consideraram haver “batota” na equidistância do PS nas eleições presidenciais, Sampaio da Nóvoa voltou a eleger os seus “dois adversários”: “A abstenção e Marcelo Rebelo de Sousa”.

Para Nóvoa, “todos os apoios são bem vindos”, venham eles do PS, do PCP, do BE, e até de “sectores da direita” e mostrou-se convicto de que “haverá uma convergência natural em torno desta candidatura na segunda-volta” . Porém, o candidato recusou-se a comentar as palavras de Jardim e Alegre.

Este sexto dia de campanha, passado em terras minhotas, entre Barcelos, Monção, Valença (o concelho onde Nóvoa nasceu) e Viana do Castelo, voltou a mostrar algum apoio nas ruas. O ministro do Emprego, Vieira da Silva, entrou na campanha, um dia depois do seu colega Augusto Santos Silva ter falado no comício de Matosinhos.

Em Monção, onde provou um copo de vinho da casta Alvarinho, no respectivo museu, Nóvoa recebeu também o apoio de Nuno Portas, arquitecto, pai do ainda dirigente do CDS, Paulo Portas.

Na candidatura de Nóvoa, que publicou hoje mesmo uma “carta aberta aos socialistas”, pedindo a militantes e simpatizantes do PS um “voto de confiança” para as eleições de 24 de Janeiro, as declarações de apoiantes de Belém, acusando o candidato de ter um apoio oficioso do partido – que é oficialmente “neutral” na disputa à primeira volta – são vistas como um “erro” da candidatura adversária. É que se o objectivo dos dois candidatos é receber o máximo de votos dos eleitores socialistas, a acusação de que Nóvoa é o candidato “preferido” da direcção do partido (é esse o sentido da ideia de “batota”) é recebido como um trunfo, inesperado. 

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