Novo caso de ébola declarado na Serra Leoa

Morte de uma jovem anunciada depois de ter sido proclamado o fim da epidemia na África Ocidental.

Vários responsaveis de saúde já foram enviados para o local onde a estudante morreu
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Vários responsaveis de saúde já foram enviados para o local onde a estudante morreu CARL DE SOUZA/AFP

Um dia depois de ter sido anunciado com a necessária prudência o fim da epidemia do ébola na África Ocidental, um comunicado da Organização Mundial de Saúde (OMS) veio dar razão a todas as cautelas, ao anunciar a existência de um novo caso na Serra Leoa. Na véspera, a OMS tinha anunciado o fim da transmissão desta febre hemorrágica na Libéria, o último país onde um caso tinha sido detectado em Novembro.

Responsáveis de saúde da Serra Leoa, membros da OMS e do centro americano de controlo e prevenção de doenças foram enviados na quarta-feira para a localidade de Magburaka, no distrito de Tonkolili, para fazerem investigações “extensas” sobre este novo caso suspeito.

Segundo um alto responsável do Ministério da Saúde serra-leonês, a vítima é uma estudante – a data da sua morte não foi divulgada – e as análises iniciais ao seu cadáver revelaram a presença do vírus ébola.

Muito poucas informações foram divulgadas sobre a jovem mulher. As autoridades relataram simplesmente que ela adoeceu na localidade de Baomoi Luma, no distrito de Kambia, perto da fronteira com a Guiné-Conacri, e que depois foi transportada por via terrestre até Magburaka, onde morreu. A estudante vivia habitualmente numa outra localidade, Lunsar, no distrito de Port Loko.

A epidemia do ébola, que começou em Dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, propagou-se depois à Libéria e Serra Leoa. Em dois anos, chegou a dez países, incluindo Espanha e Estados Unidos, provocando oficialmente 11.315 mortos em 28.637 casos recenseados, mais de 99% na África Ocidental.

Na quinta-feira, a Libéria atingiu o seu 42.º dia – duas vezes a duração máxima da incubação do vírus – sem registar nenhum novo caso depois de ter efectuado o segundo teste negativo no último doente conhecido. Anteriormente, o fim da epidemia já tinha sido declarado na Serra Leoa (7 de Dezembro) e na Guiné-Conacri (29 de Dezembro).