“Viemos para ficar” na TAP, diz Pedrosa

Novos donos da TAP dizem que o Governo reconhece que estão a fazer “um bom trabalho” na gestão da empresa e dizem que querem acordo fora dos tribunais.

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Novos accionistas mantiveram Fernando Pinto aos comandos da empresa DR

No mesmo dia em que a TAP anunciou a renovação da frota da Portugália (PGA), com 17 novos aviões avaliados em 400 milhões de euros, os sócios da Atlantic Gateway, David Neeleman e Humberto Pedrosa, garantiram que o Governo “está satisfeito” com a estratégia que têm para a empresa, mostrando-se decididos a permanecer no seu capital.

Na quarta-feira, os accionistas maioritários da TAP reuniram-se, pela terceira vez, com o ministro do Planeamento, Pedro Marques, para discutir cenários para o futuro da empresa. Sem querer adiantar os caminhos que estão a ser debatidos, Humberto Pedrosa sublinhou que “está tudo em cima da mesa” e que terá de “haver cedência de ambas as partes”.

Ainda assim, sem querer detalhar se a cedência da Atlantic Gateway passa por abdicar da maioria do capital da transportadora, desde que mantendo a gestão, Pedrosa sublinhou que as duas partes partilham a mesma preocupação: “o futuro da TAP". Por isso, mostrou-se confiante que será possível “chegar a um bom acordo entre todos” e “fora dos tribunais”.

“Está tudo em aberto”, disse o empresário à margem da conferência de imprensa de apresentação dos novos aviões da PGA. O que parece certo é que Neeleman e Pedrosa querem ficar ligados ao futuro da companhia. “Nós não queremos vender nada. Viemos para ficar. Já estamos cá”.

As negociações com o Governo “não mudam nada no dia-a-dia da empresa”, assegurou, por seu lado, o norte-americano com dupla nacionalidade brasileira David Neeleman.

“A gente está negociando, mas o que é importante é que o Governo nos falou que gosta muito da estratégia da TAP e da gestão da TAP, gosta de tudo o que estamos fazendo, então a nossa vida do dia-a-dia não vai mudar”, disse o empresário, que tem 49% do consórcio Atlantic Gateway, e que prometeu “um anúncio ainda mais importante” que a renovação da frota da PGA para a próxima semana.

Sem querer confirmar se o consórcio aceita ficar sem a maioria do capital, desde que mantenha a gestão, Neeleman sublinhou, ainda assim, que o fundamental é mandar na companhia: “Se tivermos a gestão não muda nada o dia-a-dia. A gestão é o mais importante. Se você pode tomar decisões e fortalecer a empresa, isso é o mais importante”, sublinhou o empresário.