Amianto vai ser removido de mais escolas, anuncia ministro da Educação

No anterior Governo foram feitas intervenções em cerca de 300 escolas

BE diz que só no Norte ainda 233 escolas com amianto
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BE diz que só no Norte ainda 233 escolas com amianto Enric Vives-Rubio

O Ministério da Educação (ME) vai rever o mapa das escolas sinalizadas com amianto e reiniciar o processo de remoção das placas de fibrocimento em escolas nunca intervencionadas, mas também em algumas que foram alvo de obras parciais.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, no parlamento, pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em resposta a uma questão do deputado do Bloco de Esquerda, Luís Monteiro, que quis saber se "o Ministério da Educação tem algum plano ou intenção de resolver o problema com alguma urgência".

"O amianto é uma preocupação séria do Ministério da Educação e está a ser revisto o mapeamento das escolas com edifícios que estão revestidos ou cobertos com placas de fibrocimento", afirmou Tiago Brandão Rodrigues durante uma audição na comissão parlamentar de Educação, centrada nas alterações à avaliação do ensino básico anunciadas na passada sexta-feira.

O ministro quer "sinalizar os casos em que já foi parcialmente removido e sinalizar os que padecem de intervenções urgentes e priorizar" para depois começar a actuar: "Iremos avançar com um número de intervenções a cada ano, de acordo com a lista de prioridades". Para Tiago Brandão Rodrigues, "é importante conseguir obter uma catalogação do grau de prioridade das intervenções necessárias", um trabalho que diz já estar a ser desenvolvido pelos serviços ministeriais.

Em Janeiro do ano passado, a anterior equipa do Ministério da Educação deu por concluído o programa de remoção de placas de fibrocimento em mau estado de conservação em cerca de 300 estabelecimentos de ensino dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do secundário. O novo ministro disse nesta quarta-feira que o "processo tinha sido interrompido". Segundo o deputado bloquista, Luís Monteiro, "só no Norte do país existem ainda 233 escolas com telhados de amianto”.