Sindicatos ameaçam com greve se Governo não antecipar semana de 35 horas

CGTP tem greve marcada para 29 de Janeiro e UGT ameaça juntar-se.

Sindicatos querem denunciar o que se passa na função pública europeia, diz Ana Avoila
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Ana Avoila, coordenadora da FNTFPS Enric Vives-Rubio/PÚBLICO

Os sindicatos rejeitam o adiamento da entrada em vigor da semana de 35 horas no Estado e ameaçam com uma greve no dia 29 de Janeiro. O anunciou foi feito nesta segunda-feira pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFPS).

"O que está aprovado na federação é uma greve nacional da administração central para o dia 29 de Janeiro, caso as propostas das 35 horas não sejam aprovadas no dia 15 [de Janeiro] e se o PS não retirar a sua proposta que prevê a entrada em vigor [das 35 horas] em Julho", disse à Lusa Ana Avoila, a coordenadora da FNSTFPS, afecta à CGTP.

Algumas horas mais tarde, foi a vez de a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap, UGT) admitir juntar-se à greve da CGTP, caso o Governo não assuma o compromisso de repor de imediato as 35 horas semanais na administração pública.

"Se na reunião de quarta-feira [com a secretária de Estado da Administração Pública] o Governo não assumir um compromisso de repor o mais cedo possível o horário de trabalho de 35 horas, o fim da requalificação e a correcção dos salários mais baixos, equacionamos juntar-nos à greve de dia 29 anunciada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas", disse à Lusa o dirigente da Fesap, José Abraão.

O sindicalista salientou a importância da unidade na acção, "por se tratar de questões muito importantes para os trabalhadores da administração pública".