Bruno Moreira isola Paços de Ferreira no quinto lugar

O jogador português é o melhor marcador nacional da I Liga

O Paços de Ferreira foi mais forte do que o V. Setúbal
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O Paços de Ferreira foi mais forte do que o V. Setúbal DR

O Paços de Ferreira cimentou nesta segunda-feira o quinto lugar da I Liga de futebol, encurtando para um ponto a diferença para o quarto, ao receber e bater o Vitória de Setúbal, por 2-1, no fecho da ronda 17.

Bruno Moreira foi a figura do jogo, ao anotar os dois golos do Paços de Ferreira, aos três e 64 minutos, este último de grande penalidade, intervalados pelo golo de André Claro, aos 27'.

Com este triunfo, o 11.º dos pacenses diante dos sadinos em 15 jogos na Capital do Móvel para a I Liga, o Paços isolou-se no quinto lugar, agora com 28 pontos, a um do quarto Sporting de Braga, derrotado em casa do Sporting (3-2), enquanto o Vitória de Setúbal, que somou a segunda derrota consecutiva, caiu para nono, com 22 pontos.

Jorge Simão confiou e repetiu o "onze" do Paços de Ferreira que ganhou em Tondela (2-0) na última jornada, enquanto Quim Machado, no Vitória de Setúbal, viu-se privado do goleador Suk, contratado pelo FC Porto, relegando para o banco de suplentes Dani e Paulo Tavares, substituídos na equipa inicial por Ruca, Rúben Semedo e Vasco Costa.

O jogo arrancou com o golo pacense, anotado pelo inevitável Bruno Moreira, de cabeça, a desviar um centro de João Góis da direita. O avançado pacense, que bisou no encontro, soma 11 golos no campeonato e reforçou o estatuto de melhor goleador luso da prova, numa lista de marcadores liderada pelo brasileiro Jonas, do Benfica, com 18.

A formação pacense relaxou com este golo e pareceu mesmo confortável com o maior controlo e iniciativa dos sadinos, com Fábio Pacheco, de regresso a casa, a funcionar como médio defensivo e "pronto-socorro" na cobertura às subidas dos laterais, atrás de três elementos, onde pontificava André Horta.

O "playmaker" do V. Setúbal teve sempre liberdade a mais para pensar o jogo e servir a dupla de avançados, beneficiando de um meio-campo pacense alinhado ora a três ora a quatro elementos, em qualquer dos casos com Romeu e Pelé, mais fixos, quase a par e, muitas das vezes, em inferioridade para suster o jogo interior contrário.

Mais desgastado e sem a influência do costume, o pacense Andrezinho não conseguia os equilíbrios habituais, numa conjugação de factores que beneficiava um descomplexado V. Setúbal, apostado em apagar a imagem da goleada infligida pelo líder Sporting (6-0), no Bonfim, na ronda anterior.

Ruca, aos 12 minutos, deixou o primeiro aviso, de livre, na meia-lua, a castigar uma falta desnecessária de Marco Baixinho sobre Vasco Costa, antecipando o merecido golo da igualdade, anotado por André Claro, aos 27 minutos, num remate de insistência, de baixo para cima e sem possibilidades de defesa para Marafona.

O V. Setúbal continuava por cima e, aos 39', esteve perto de completar a reviravolta no marcador, mas o remate de Vasco Costa levou a direcção das malhas laterais, um minuto depois de Hélder Lopes, de livre, ter testado Raeder.

Jorge Simão corrigiu a estratégia ao intervalo, trocando Andrezinho, e ganhou o jogo com a aposta na velocidade de Edson Farias, que, não desistiu de um lance aparentemente perdido, furou na área e acabou por ganhar uma grande penalidade, por alegada falta de Gorupec, que Bruno Moreira converteu, aos 64'.

Pelé, por sua vez, subiu metros no terreno e deu outra dimensão ao jogo pacense, ajudando ainda a anular um André Horta, que foi perdendo intensidade com o decorrer dos minutos, num jogo que ganhou um segundo fôlego nos últimos minutos.

O jogo podia ter conhecido mais golos, mas Costinha e Fábio Pacheco, pelos sadinos, falharam na pontaria, o mesmo sucedendo no lado contrário com Manuel José, que nesta segunda-feira cumpriu os primeiros minutos da época, e Romeu, neste caso por culpa do guarda-redes alemão do V. Setúbal.