Quatro histórias para ajudar quem não vê

Um smartwatch, duas aplicações e um cego que é um sucesso no YouTube. Recuperamos quatro histórias que podem facilitar a vida a quem não vê.

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Um smartwatch que converte texto em braille

Muitos cegos recorrem à "assistente pessoal" do iPhone, Siri, para ouvir mensagens escritas — o que não só reduz a privacidade do receptor como, dependendo do contexto (com barulho ou em transportes públicos, por exemplo), pode ser uma tarefa complicada. O Dot promete mudar isso. Será o primeiro smartwatch capaz de transformar em braille mensagens de texto, e-mails e até e-books em braille. Bastará passar o dedo pelo mostrador para ler qualquer missiva. Está em fase final de desenvolvimento e custará cerca de 275 euros.

Aplicação gratuita descreve objectos a cegos

A ideia é tão simples quanto genial: uma aplicação que utiliza a câmara fotográfica do "smartphone" para identificar e descrever objectos a pessoas cegas. Com a Blind Tool, disponível apenas para equipamentos com sistema Android, basta apontar a câmara do telefone para objectos e uma voz robótica descreve o que ali está um segundo depois: "frigideira", "café", "laranja", "banana". Ainda está em desenvolvimento (ou seja, faltam algumas afinações) e é totalmente gratuita.

Be My Eyes: com esta app podes ser os olhos de um cego

Esta aplicação, desenvolvida por uma "start-up" dinamarquesa, permite que os seus utilizadores sejam os olhos de pessoas cegas nos momentos em que podem precisar de ajuda. O funcionamento da Be My Eyes é simples: qualquer pessoa se pode inscrever como voluntário e sempre que um membro da comunidade precisar de ajuda, recebe uma notificação. A ligação por vídeo em directo é estabelecida e o voluntário é convidado a ajudar quem está do outro lado e precisa, por exemplo, de saber a data de validade de um produto ou qual o melhor caminho a seguir na rua. Caso o voluntário em questão esteja ocupado, a chamada de vídeo é passada para outra pessoa. Para já só está disponível para o sistema iOS e é gratuita. Os números falam por si: quase 120 mil casos foram solucionados desde que a "app" foi lançada, há cerca de um ano.

"Ser cego tem muitas vantagens"

Escrevíamos em 2013 que Tommy Edison era o cego mais famoso do YouTube. Pouco deve ter mudado. No seus vídeos, Edison, cego de nascença — e também conhecido como Blind Film Critic —, explica como é que os cegos sonham, como cozinham, que tipo de comentários ouvem ou como os cegos desvendam o mistério das cores. O seu vídeo mais recente, lançado nas vésperas de Natal, lança a questão: "Embrulhas os presentes das pessoas cegas?"

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