Aumento do salário mínimo para 530 euros publicado em Diário da República

Segundo as estimativas do Governo, a subida do salário mínimo deverá beneficiar, pelo menos, 650 mil trabalhadores

Pagamentos em dinheiro, sem factura, na origem de boa parte da fuga ao fisco.
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Pagamentos em dinheiro, sem factura, na origem de boa parte da fuga ao fisco. Reuters

O salário mínimo nacional (SMN) passou a ser de 530 euros, a partir desta sexta-feira, com a publicação em Diário da República (DR) de um decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros a 23 de Dezembro.

O decreto-lei, promulgado pelo Presidente da República na terça-feira, "actualiza o valor da retribuição mínima mensal garantida a partir de 01 de Janeiro de 2016", que passa de 505 euros para 530 euros, segundo o diploma publicado no DR.

A proposta, que constava do programa do Governo socialista, não obteve o apoio dos parceiros sociais e avançou sem um acordo entre patrões, executivo e centrais sindicais.

O facto de não ter sido possível chegar a um acordo com os parceiros sociais levou a que o Governo tenha decidido aprovar a medida, deixando cair em 2016 a manutenção do desconto de 0,75 pontos percentuais em sede de Taxa Social Única (TSU) para as empresas.

O executivo apresentou uma proposta de aumento do SMN para a legislatura, começando pelos 530 euros, em 2016, e terminando nos 600 euros, em 2019.

Para chegar aos 600 euros em 2019, o Governo propõe, no seu programa, que o SMN seja de 530 euros, em 2016, passando para os 557 euros, em 2017, e para os 580, em 2018.

O SMN esteve congelado nos 485 euros, de 2011 a Outubro de 2014, quando aumentou para os 505 euros, na sequência de um acordo entre o Governo, as confederações patronais e a UGT.

Segundo as estimativas do Governo, a subida do salário mínimo deverá beneficiar, pelo menos, 650 mil trabalhadores.