Crónica de jogo

Apenas o nevoeiro ameaçou o regresso às vitórias do FC Porto na Madeira

Com três golos nos primeiros 22 minutos, os “dragões” alcançaram no Funchal, contra o União de Madeira, uma vitória fácil.

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Joana Sousa/AFP

A possibilidade de o frente a frente entre União da Madeira e FC Porto ser novamente adiado foi real até ao final da tarde desta quarta-feira, mas o denso nevoeiro que, como é habitual, cobriu o Estádio da Madeira foi a única ameaça à oitava vitória dos “dragões” no campeonato. Após seis jogos no Funchal contra Marítimo e Nacional sem triunfos, os portistas reencontraram, duas décadas depois, o União, e fizeram as pazes com a Madeira, alcançando a vitória mais fácil até ao momento na prova. Herrera, Brahimi, Corona e Danilo marcaram na goleada “azul e branca” (4-0).

Para não variar, a ficha de jogo voltou a mostrar criatividade por parte de Julen Lopetegui, mas desta vez as facilidades encontradas pelos “dragões” não permitiram que as surpreendentes opções do treinador do FC Porto fossem colocadas à prova. Sem Imbula, que voltou a ser proscrito, e Bueno, que passou de titular a não convocado, Lopetegui deu nova oportunidade a Corona, mas a surpresa foi a troca de Aboubakar por Osvaldo. A aposta foi um flop e o “10” portista apenas assumiu protagonismo quando foi expulso.

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Com uma vitória no campeonato, o União apresentou uma alteração em relação ao “onze” que empatou em Setúbal — Élio Martins substituiu Jhonder Cádiz —, mas a entrada de rompante do FC Porto hipotecou a estratégia de Norton de Matos.

Com uma dinâmica bem superior à apresentada nos últimos jogos, os “azuis e brancos” deixaram as primeiras ameaças por Danilo e Herrera, mas o primeiro golo portista não tardou: aos 12’, Herrera, que 48 horas antes tinha recebido rasgados elogios de Pinto da Costa, fez de cabeça o 1-0. O mais difícil estava feito e bastou apenas mais um par de minutos para o FC Porto colocar um ponto final nas dúvidas sobre quem seria o vencedor, com mais um golo de Brahimi no campeonato.

A vantagem de dois golos trouxe à equipa de Lopetegui uma tranquilidade poucas vezes vista nas últimas semanas e, como o “chip” do União se mantinha programado para defender, o FC Porto continuou instalado no meio-campo madeirense e, como tudo corria bem aos “dragões”, aos 22’ Corona tentou centrar, mas um ressalto da bola no relvado colocou a trajectória do cruzamento no caminho da baliza do jovem aniversariante André Moreira, que nada pôde fazer para evitar o terceiro golo.

A partir daí, o FC Porto travou a fundo. Com cinco jogos para disputar até dia 20, os “dragões” deixaram finalmente o União ter posse de bola e o interesse da partida caiu a pique. Sem sal, a segunda parte apenas teve alguma pimenta quando, aos 74’, uma entrada fora de tempo de Osvaldo foi (exageradamente) punida com o vermelho. Já em período de descontos, Danilo, assistido por Layún, selou de cabeça a goleada.