Regulador da bolsa espanhola multa Santander e La Caixa

Santander foi multado em três milhões de euros e o La Caixa, accionista do BPI, em sete milhões, por infracções muito-graves.

O Santander é liderado por Ana Patrícia Botin
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O Santander é liderado por Ana Patrícia Botin REUTERS/Sergio Perez/Files

O banco Santander e o La Caixa, accionista do português BPI, foram multados num valor global de 9 milhões de euros. O banco liderado por Ana Maria Botín responde por uma infracção grave às leis de mercado cometida em 2010 pela sua subsidiária Banif, noticia o jornal espanhol Cinco Dias, citando o Boletim Oficial do Estado (BOE).

O Banif, unidade de banca privada do Santander, recebeu comissões ilegais entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto de 2010, concluiu a CNMV. O banco violou assim o dever de actuar com transparência e no interesse dos seus clientes e incorreu numa infracção grave, revelou a instituição presidida por Elvira Rodríguez.

No caso do La Caixa, accionista de referência do BPI, estão em causa três multas distintas, que somam sete milhões de euros, por infracções muito graves. Na mais elevada, de três milhões de euros, o supervisor do mercado espanhol considerou que o La Caixa não avaliou convenientemente os interesses dos seus clientes quando lhes propôs que contratassem determinados produtos financeiros complexos e também intermediou operações sem avisá-los que não estavam em linha com os seus objectivos de investimento.

A instituição financeira de Barcelona recebeu ainda outras duas multas de dois milhões de euros cada uma por aspectos relacionados com a venda de acções preferenciais e dívida subordinada do próprio grupo (La Caixa e Caixabank) que não acautelaram situações de conflito de interesses

Também a Pescanova foi castigada pela CNMV, noticia o El País. A empresa de pescado cometeu uma infracção grave por manipular o mercado durante o primeiro trimestre de 2009. A multa totaliza 695 mil euros e abrange ainda o presidente da empresa, Manuel Fernández Sosa-Faro. Também o gestor foi multado em 75 mil euros pelo crime de manipulação de mercado com as suas próprias acções.