Assembleia debate programa do Governo PS na próxima semana

Ferro Rodrigues deu reprimenda à esquerda por ter faltado a reunião para preparar sessão de comemoração do 25 de Novembro.

Ferro Rodrigues no dia em que ocupou o lugar deixado vago por Assunção Esteves
Foto
Ferro Rodrigues deu uma reprimenda à esquerda por não ter comparecido numa reunião de um grupo de trabalho Pedro Elias

O debate do programa do Governo do PS será debatido na próxima terça e quarta-feira. O agendamento da conferência de líderes foi feito na manhã desta quarta-feira com base num “calendário previsível”, segundo a porta-voz Idália Serrão, já que ainda não há indicação sobre a tomada de posse do Executivo nomeado esta terça-feira pelo Presidente da República.

Essa marcação obriga a passar os agendamentos das sessões da próxima semana para os dias 9, 10 e 11 de Dezembro. O programa de Governo deverá ser entregue até ao final da semana.

Na conferência de líderes, o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, deu um puxão de orelhas ao PS, BE, PCP e PEV por não terem comparecido no grupo de trabalho proposto e votado na anterior reunião para estudar uma forma de assinalar o 25 de Novembro no Parlamento.

A proposta inicial partiu do PSD e do CDS que pretendiam uma sessão formal e institucional para assinalar os 40 anos da data. Ferro Rodrigues propôs a criação de um grupo de trabalho, presidido pelo socialista Jorge Lacão, o que foi aceite por todas as forças parlamentares. No entanto, os representantes dos partidos à esquerda decidiram não comparecer na reunião marcada, tendo gerado mais tarde uma acesa discussão em plenário.

Ferro Rodrigues chamou a atenção para essa atitude, o que só foi sublinhado pelos deputados do PSD e do CDS. Os restantes deputados mantiveram-se em silêncio, segundo a porta-voz da conferência de líderes.

À falta de uma sessão institucional, PSD e CDS realizaram esta manhã uma sessão na sala do Senado com intervenções do general Tomé Pinto e o historiador Rui Ramos. Passos Coelho e Paulo Portas estiveram na assistência e não fizeram qualquer discurso nem falaram aos jornalistas. Só os líderes parlamentares, Luís Montenegro e Nuno Magalhães, aproveitaram a ocasião para lamentar que o Parlamento não assinale a data de forma institucional. 

Leia mais: 
Foi-se o medo, a incerteza e o sonho

O caso do quartel onde tudo ia a votos

Quando o PS desceu à rua