Torne-se perito

Bancos portugueses passam no teste de transparência com rácios de capital inferiores à média

Autoridade Bancária Europeia analisou 105 bancos europeus, incluindo três portugueses. O BCP, a CGD e o BPI.

Gestores da Caixa Geral de Depósitos estão entre os acusados
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Gestores da Caixa Geral de Depósitos estão entre os acusados Gonçalo Português

Os bancos portugueses CGD, BCP e BPI passaram nos exercícios de transparência da Autoridade Bancária Europeia (EBA na sigla inglês) divulgados nesta terça-feira, ainda que com rácios de capital abaixo da média europeia.

Estes exercícios abrangeram 105 bancos de 21 países europeus e avaliaram o balanço de cada um deles com base nos dados disponíveis, tendo o regulador bancário verificado que os bancos têm vindo a "fortalecer" as suas posições de capital.

Tendo em conta os dados de final de Junho deste ano, no total, os três bancos portugueses analisados apresentaram um rácio de capital fully loaded médio de 9,3%. O Core Equity Tier 1 (CET1) era de 11,6%, o Tier 1 estava em 11,7% e o rácio total era de 12,8%.

Segundo a EBA, os bancos tinham de apresentar mínimos de 8% no rácio de capital total, 6% no Tier 1 e 4,5% no CET1, pelo que todos os bancos europeus analisados passaram no teste.

Quanto aos três bancos portugueses analisados, os valores dos rácios de solvabilidade - que indicam a capacidade de uma instituição financeira fazer face a um período de instabilidade - ficaram abaixo da média dos bancos europeus.

Na média dos 105 bancos, o agregado do rácio de capital CET foi de 12,8%, o Tier 14.0% e o total de 16,7%. Já o rácio fully loaded CET1 - sem os ajustamentos de transição - foi de 11,8%.

Os exercícios de transparência são levados a cabo pela EBA todos os anos, sendo distintos dos conhecidos testes de stresse. Enquanto os exercícios de transparência avaliam o banco com base nos dados actualizados do seu balanço, os testes de resistência sujeitam esse balanço a choques negativos (como queda da economia ou aumento do desemprego), para avaliar a resiliência de um banco numa situação de crise e fazem também projecções para os próximos anos.