Magusto reúne 700 estudantes do mundo inteiro no Porto

A Praça dos Leões acolheu na tarde desta quarta-feira um enorme magusto, onde estudantes de todo o mundo se juntaram para conhecer uma tradição bem portuguesa.

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Pela primeira vez, o magusto reuniu alunos estrangeiros de várias instituições do ensino superior no Porto Marco Duarte
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Pela primeira vez, o magusto reuniu alunos estrangeiros de várias instituições do ensino superior no Porto Marco Duarte

Setecentos estudantes, 71 países, 300 quilos de castanhas. São estes os números oficiais do Magusto Internacional do Porto, que numa parceria inédita entre a Universidade do Porto, o Instituto Politécnico do Porto, o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, a Erasmus Student Network do Porto e a Federação Académica do Porto, reuniu alunos de vários cursos, entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos, para dar a conhecer mais sobre a tradição da castanha e da jeropiga que todos os anos se repete em Portugal no Outono.

Às 16h, na Praça dos Leões, já se acendia a lenha, com o cheiro convidativo a espalhar-se pelas ruas do centro do Porto. Os estudantes começaram a chegar, aos poucos, em grupos. A música que as várias línguas formavam alegrou o espaço, o convívio começou. Através de uma inscrição online, os alunos de mobilidade tinham oportunidade de participar no evento, que incluía iguarias bem típicas do nosso país, como o caldo verde e o pão com chouriço. Também a jeropiga, que se associa sempre à castanha, não faltou.

Brasil, índia, Palestina, Eslováquia. A cada passo, ouve-se um novo país, um novo nome, uma nova cultura. Os pequenos grupos que foram chegando vão crescendo, um estudante que conhece outro, que conversa com outro. É assim que se vive o Erasmus e outros programas de mobilidade no Porto. Motivos como o custo de vida, a beleza ou o prestígio das instituições levam estudantes de todos os pontos do globo a escolher a Invicta como ponto de passagem para uma experiência que muitos consideram única na passagem pelo ensino superior.

Palestin, uma estudante palestiniana de psicologia, destaca “a amabilidade” dos portuenses. “São todos muito prestáveis”, sintetiza.  Também Mikael Kuba, estudante de Engenharia civil, proveniente da Eslováquia, destaca os motivos que o levaram a escolher o Porto: “é uma cidade com boa cultura, uma boa Universidade no ramo e boas pessoas”.

Carlos Brito, pró-reitor da Universidade do Porto, afirma que “só a Universidade do Porto recebe cerca de 3500 alunos de programas de mobilidade, dos quais 1500 são de Erasmus, de 120 países diferentes”. Destes, a maioria provém sobretudo do Brasil. Talissa Nascimento e Murilo Santos são exemplo disso: estão no curso de Engenharia Civil e consideram que a experiência “está a ser positiva”. “Vim pela facilidade da língua. Apesar de ser uma cultura diferente, estou a achar a adaptação fácil e a cidade é linda!”, afirma Talissa. Ambos consideram o evento “uma oportunidade” para conhecerem outras pessoas e para se integrarem, e admitem que o magusto não é uma tradição que conhecessem.

Também os alunos da Universidade que se preparam para, no segundo semestre, estudar noutro país, aderiram à iniciativa. “É extremamente importante que haja este tipo de interacção, a troca de experiências culturais é crucial”, considera Diogo Oliveira, estudante de Engenharia civil de 23 anos, que escolheu viajar até à Eslováquia “pela localização” e pelo custo de vida. “ A Eslováquia é central na Europa, poderei conhecer outros países”, acrescenta.

No decorrer do evento, o Grupo de Fados do Instituto Politécnico do Porto e o Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto juntaram-se à festa para mostrar mais da cultura popular portuguesa. As pessoas agruparam-se para a primeira actuação, mas não se fez silêncio quando se cantou o fado. Os estudantes aproveitaram o mote do convívio e continuaram a partilhar experiências, com as vozes do grupo de fados como fundo.

Carlos Brito salienta a importância destas iniciativas: “ São estes eventos que facilitam a integração, mas também que levam a que estes estudantes se tornem embaixadores da nossa região e do nosso país. Quando regressarem [aos países de origem] poderão dizer que foram bem recebidos. E isso torna as relações mais próximas. Estamos também a investir no futuro”, resume.

Texto editado por Ana Fernandes