Amigos organizam almoço com Sócrates a 25 euros por pessoa

Movimento cívico promove acção de apoio um ano depois de antigo primeiro-ministro ter sido detido.

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Fernando Veludo/NFACTOS

Apoiantes de José Sócrates estão a promover um almoço com o ex-primeiro-ministro socialista suspeito de branqueamento de capitais e outros crimes no próximo dia 22 de Novembro, na antiga FIL, em Lisboa.

A iniciativa, na qual participará o ex-presidente da República Mário Soares,  pertence ao movimento cívico José Sócrates Sempre!, que por várias vezes se manifestou junto à cadeia de Évora quando o antigo governante esteve preso preventivamente.  Uma das dirigentes do movimento, a militante do PS Ana Lúcia Vasques, de Vila do Conde, confirmou o almoço dominical, que tem um custo de 25 euros. A data-limite para os convivas confirmarem a sua inscrição é o próximo domingo, dia 15 de Novembro. 
Em declarações à agência Lusa, o antigo secretário de Estado do PS António Campos explica que combinou com Mário Soares a ida à antiga FIL: “Entendemos que é um acto de solidariedade indispensável em relação a um ex-primeiro-ministro que esteve preso um ano sem qualquer acusação. Estamos perante um claro atentado aos direitos, liberdades e garantias de um cidadão”, .

O restaurante Espaço Tejo tem capacidade para cerca de 400 pessoas divididas por três salas, uma das quais uma sala VIP. O almoço realiza-se um ano depois de José Sócrates ter sido detido no aeroporto de Lisboa, vindo de Paris, por indícios dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. Ficou preso preventivamente na cadeia de Évora durante dez meses, por as autoridades entenderem que a sua libertação podia comprometer a investigação, caso resolvesse destruir provas. Em causa está sobretudo a origem das elevadas somas dinheiro que o antigo governante foi gastando ao longo dos últimos anos, e que sempre disse ter sido emprestado por um empresário seu amigo, Carlos Santos Silva.

Sócrates foi colocado em prisão domiciliária em Setembro passado e libertado no mês seguinte. Aguarda agora, tal como os restantes arguidos da chamada Operação Marquês, Santos Silva incluído, que o Ministério Público deduza acusação contra ele. Os seus advogados consideram, porém, que já foi ultrapassado o prazo legal para isso acontecer.