Olisipíadas estão de volta com novas modalidades

Câmara de Lisboa espera duplicar o número de inscritos nesta segunda edição, em ano de Jogos Olímpicos no Brasil. Participantes vão poder experimentar canoagem e haverá modalidades de desporto adaptado.

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Depois de uma primeira edição de "enorme sucesso" em 2014, as Olisipíadas voltam em 2016 com o mesmo objectivo, o de promover a prática desportiva entre crianças e jovens, e ainda mais entusiasmo. A introdução de desportos náuticos, como a canoagem, e de modalidades adaptadas a atletas com deficiência são algumas das novidades desta edição, que será "seguramente maior e melhor" do que a primeira, garante o presidente da Câmara de Lisboa.

O programa apresentado por Fernando Medina e pelo vereador do Desporto, Jorge Máximo, nesta quinta-feira nos Paços do Concelho, inclui 12 modalidades individuais e colectivas - atletismo, ciclismo, natação, ténis de mesa, ginástica, judo, xadrez, andebol, basquetebol, futsal, rugby e voleibol. Pela primeira vez haverá desportos adaptados a pessoas com deficiência (atletismo, boccia, goalball e natação) e também desportos náuticos nas modalidades de experimentação (não competitivas), como a canoagem. Os inscritos vão poder experimentar taekwondo, skate, karaté, e orientação, e ainda participar em provas de atletismo, xadrez ou ténis de mesa com os pais ou os avós.

"Este é um grande evento de união da cidade", frisou Fernando Medina, sublinhando a importância do papel das 24 juntas de freguesia lisboetas envolvidas na organização, bem como dos técnicos e dos professores das escolas. Perante uma sala cheia de estrelas do desporto nacional - entre elas, o corredor Carlos Lopes, vencedor da maratona olímpica de Los Angeles em 1984 e um dos embaixadores das Olisipíadas, a par com outra atleta medalhada, Rosa Mota - Medina salientou que "é através do desporto que se consegue que os jovens adquiram valores e atitudes na vida em sociedade que não se podem adquirir por outras vias".

Nesta segunda edição, a autarquia espera duplicar o número de inscritos, para os 10 mil. Para isso poderá contribuir o facto de 2016 ser ano de Jogos Olimpícos no Brasil, o primeiro país de língua portuguesa a organizar a prova, pelo que "as atenções vão estar concentradas durante vários meses nas modalidades olímpicas", justificou Medina.

Os jogos, agora designados Olisipíadas, regressaram em 2014 depois de um interregno de cerca de dez anos. Na primeira edição participaram 4815 atletas, dos quais 74% não eram federados. "Este evento está direccionado para quem quer começar", sublinhou Jorge Máximo, admitindo ter "o sonho" de que as Olisipíadas possam "descobrir campeões".

Na cerimónia que marcou o arranque da fase de candidaturas, os presidentes da câmara e do Comité Olímpico de Portugal assinaram um protocolo no qual se comprometem a dinamizar um programa de educação olímpica nas escolas do 1.º ciclo do ensino básico da cidade, promovendo a prática desportiva e o contacto com atletas e campeões olímpicos.

As inscrições para as Olisipíadas são gratuitas e estão abertas até 15 de Janeiro de 2016. Podem ser feitas online no site da Câmara de Lisboa, por email, ou na junta de freguesia da área de residência. Numa primeira fase, de Janeiro a Maio, as provas serão promovidas a nível local pelas juntas. Os participantes com melhores resultados vão competir na prova final a 4 e 5 de Junho, no Estádio Universitário de Lisboa.

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