Feira Popular: já se sabe para onde vai, falta saber quando e com que dinheiro

O novo equipamento vai ser integrado num parque verde com 20 hectares, junto à estação de metro da Pontinha.

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A nova feira ficará próxima do Centro Comercial Colombo Joe Raedle/Getty Images/AFP
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Imagem virtual do projecto da nova Feira Popular DR

A nova Feira Popular de Lisboa, que vai ser instalada junto à estação de metro da Pontinha, na freguesia de Carnide, “não vai ser só um local de divertimento”. O novo equipamento, promete o presidente da câmara, “vai ser um grande parque de lazer, com cerca de 20 hectares”, ao nível do “melhor que hoje se faz por esta Europa fora”.

O anúncio da nova localização da feira popular foi feito esta terça-feira por Fernando Medina e veio pôr fim a uma indefinição que se arrastava há vários anos. Desde que foi encerrado o antigo equipamento, que funcionou em Entrecampos até 2003, muito se especulou sobre o seu futuro, falando-se sobre uma possível mudança para Monsanto, para o Parque da Bela Vista, para o Parque das Nações ou para o Jardim do Tabaco.

Doze anos depois, o presidente da câmara colocou finalmente um ponto final no assunto, ao anunciar que a nova feira popular irá nascer em Carnide, “na zona imediatamente contígua à estação de metro da Pontinha”. E Porquê aí? Porque, justificou o autarca, esta é uma zona que “reúne várias condições de excelência” para a instalação do equipamento, nomeadamente por ter “acesso directo de metro” e por ficar “no cruzamento das principais vias viárias da cidade”.

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Além disso, sustentou Fernando Medina, a instalação da feira nesse local, “vai permitir uma profunda operação de recuperação e de regeneração urbana de uma zona que está muito necessitada dessa operação”. Isto porque, sublinhou, o novo equipamento “não vai ser só um local de divertimento”, na medida em que vai ser “integrado num amplo espaço verde, com cerca de 20 hectares”.

“O regresso da feira popular é o sonho de muitos e muitos lisboetas”, afirmou, deixando a promessa de que o novo espaço será “maior, melhor e ainda mais memorável” do que o anterior, atingindo quatro vezes a sua dimensão. “Vai ser um exemplo de ligação à história e à memória mas também um exemplo de modernidade e de qualidade”, acrescentou, rejeitando a possibilidade de se optar por “uma solução tipificada”, como o Parques Warner (em Madrid) ou a Disneyland (em Paris).

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Imagem virtual do projecto da nova Feira Popular DR

Lembrando que a feira popular funcionou antes na Palhavã e em Entrecampos, o autarca socialista notou que a intenção é que esta “terceira casa da Feira Popular” não seja “uma casa provisória”, mas sim “uma casa para muitas e muitas décadas”. Nela, antecipou, haverá “animações para públicos diferentes”, incluindo “para as famílias que querem ir passear num parque e para os que procuram aventura, a adrenalina de uma montanha russa”.

Na conferência de imprensa na qual anunciou a nova localização deste equipamento, Fernando Medina não se comprometeu com prazos, dizendo apenas que aquilo que deseja é que a abertura de portas possa ocorrer “o mais cedo possível”. “É um projecto muito ambicioso que se vai desenvolver ao longo de vários anos”, afirmou, defendendo que a entrada em funcionamento da nova feira poderá ocorrer “de forma faseada”.

Quanto ao “modelo de negócio”, o autarca garantiu que ele “ainda não está fechado”, existindo “várias soluções que têm vindo a ser estudadas”. Segundo disse, na próxima reunião de câmara será nomeada uma comissão à qual competirá “apresentar um estudo do ponto de vista da organização do modelo económico e da realização das obras”.

Indefinições à parte, Fernando Medina não tem dúvidas de que “um projecto desta natureza e envergadura terá naturalmente que contar com a participação de investimento privado”. Outra certeza, transmitida pelo autarca ao PÚBLICO, é a de que “a operação concreta” não será desenvolvida pela câmara.   

Quanto ao investimento do município, o autarca adiantou que até ao momento foram gastos 11,5 milhões de euros na aquisição de uma parte do terreno, uma vez que outra parte era já propriedade da autarquia. Ao PÚBLICO, Fernando Medina precisou depois que foram adquiridos 12 dos 20 hectares em causa, uma parte dos quais (no valor de cerca de 3,5 milhões de euros) por permuta com outros terrenos camarários.