O melhor João Sousa de sempre

Tenista português conquista segundo torneio ATP da carreira com vitória sobre Bautista Agut, em Valência.

Depois de Kuala Lumpur, Sousa volta a conquistar um torneio ATP
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Depois de Kuala Lumpur, Sousa volta a conquistar um torneio ATP
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Foi preciso esperar 25 meses e seis finais para ver João Sousa conquistar um segundo título no ATP World Tour. Depois de Kuala Lumpur, em 2013, segue-se Valência no palmarés do vimaranense de 26 anos, num encerrar de época de sonho: além do desejado triunfo e principal objectivo para 2015, Sousa vai ascender ao 34.º lugar do ranking — duas posições acima do seu anterior máximo.

“Estou sem palavras para descrever a emoção de vencer o segundo título da minha carreira. Estou muito contente por acabar o ano desta forma. Um dos meus objectivos para este ano era vencer um torneio ATP e foi mesmo no último, depois de uma excelente época, a melhor da minha carreira… Acabar assim é algo fantástico, é impossível pedir mais”, frisou Sousa, já depois das efusivas comemorações com a sua equipa, nomeadamente o treinador Frederico Marques e o fisioterapeuta Carlos Costa — e pais e irmão, que viajaram dez horas de carro para o ver actuar.

“Estou também muito cansado, as emoções foram muitas, a minha família veio desde Portugal de carro para me ver, a minha equipa fez um trabalho excelente durante toda a semana. Agora é recuperar, o ano foi muito longo e acho que mereço um bom descanso”, lembrou o número um português, que terminou a época com 38 encontros ganhos em 69 disputados em singulares e quatro finais no ATP World Tour.

Sousa não entrou bem no derradeiro encontro do Valência Open e foi Roberto Bautista Agut (24.º), finalista no domingo anterior em Moscovo, a dominar o set inicial, em que não enfrentou qualquer break-point. O tenista de Castellon de la Plana, a 78km de Valência, entrou igualmente mais forte no segundo set, abrindo com um break. Sousa recuperou para 3-3 e quebrou animicamente o adversário, que começou a denotar falta de frescura física. O tenista luso assumiu o controlo e só tremeu quando serviu para fechar o encontro, a 5-2. Mas, na segunda oportunidade, Sousa assinou um jogo em branco para reclamar 250 pontos para o ranking e 97.700 euros.

“Entrei mal no encontro, se calhar um bocadinho nervoso, mas no segundo set, quando ele teve um break por cima, soube reagir muito bem e, a partir daí, mudei tacticamente a minha maneira de jogar, o rumo das coisas foi diferente e acabei a jogar excelente ténis”, resumiu Sousa.

Este domingo foi ainda mais inesquecível para o ténis português graças ao triunfo de Gastão Elias (182.º) na final do challenger de Lima (Peru), em que derrotou o eslovaco Andrej Martin (161.º), por 6-2, 7-6 (7/4), o que lhe irá permitir subir 18 posições no ranking. E Frederico Silva (331.º) conquistou o título no future de Sharm el-Sheikh (Egipto), ao derrotar o sérvio Marko Tepavac (397º), por 7-5, 6-3.

Em Basileia, onde nasceu há 34 anos, Roger Federer conquistou o 88.º título da carreira (e sétimo na cidade suíça) e interrompeu a série de quatro derrotas diante do rival Rafael Nadal, ao vencer, por 6-3, 5-7 e 6-3. Federer, que não ganhava a Nadal desde Março de 2012, somou 44 winners (incluindo 12 ases) e cedeu somente um break, quando serviu na segunda partida a 5-6.

Em Singapura, Agnieszka Radwanska conquistou o maior título do seu palmarés ao derrotar Petra Kvitova no derradeiro encontro das WTA Finals. A polaca de 26 anos, apurada para o Masters duas semanas antes, corrigiu o percurso na fase de grupos, em que só venceu um encontro, para se mostrar imbatível no fim-de-semana, culminado com a vitória sobre Kvitova, por 6-2, 4-6 e 6-3 — encontro arbitrado pela portuguesa Mariana Alves.