Decisão sobre Cofina "abre grave precedente", diz Sindicato Jornalistas

Para o sindicato, "são condenáveis todas as tentativas de limitar a liberdade de imprensa".

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Vendem-se menos exemplares em banca, mas mais no digital PÚBLICO

O Sindicato dos Jornalistas considerou nesta quarta-feira a que a decisão judicial que impede a Cofina de publicar notícias sobre o processo que envolve José Sócrates "abre um grave precedente" e que leva "a constrangimentos" no direito de informar.

"A direcção do Sindicato dos Jornalistas entende que o recente caso relacionado com as publicações do grupo Cofina abre um grave precedente e provoca constrangimentos ao exercício do direito de informar", publicou nesta quarta-feira à noite aquele órgão sindical na sua página na Internet.

Para o sindicato, "são condenáveis todas as tentativas de limitar a liberdade de imprensa" e todas as tentativas de "limitar a liberdade de imprensa e de informação, valores constitucionalmente protegidos, são condenáveis".

O sindicato salienta que "encoraja" a investigação jornalística autónoma no contexto de processos judiciais em que se verifique relevante interesse público.

O Tribunal da Comarca de Lisboa deferiu terça-feira a providência cautelar interposta pela defesa de José Sócrates para impedir a divulgação de notícias relacionadas com o processo “Operação Marquês” pelo grupo Cofina, proprietário do Correio da Manhã.

O Correio da Manhã afirmou que vai, "para já", acatar a decisão judicial que o impede de publicar notícias sobre o processo que envolve José Sócrates, mas garante que "não vai parar de escrutinar" o ex-primeiro-ministro.