Um em cada quatro desempregados voltou a trabalhar em 2015

Transição do desemprego para o emprego entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano foi superior aos 18,6% da União Europeia, revela o Eurostat.

Queixa visa alertar para "matança silenciosa" dos desempregados
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Queixa visa alertar para "matança silenciosa" dos desempregados NFACTOS/FERNANDO VELUDO

Um em cada quatro portugueses que estavam desempregados no primeiro trimestre de 2015 conseguiu voltar ao mercado de trabalho no trimestre seguinte, mas a maioria das pessoas continua desempregada ou passou à inactividade. Esta é uma das conclusões que se retira dos dados divulgados nesta segunda-feira pelo Eurostat que, pela primeira vez, analisou os fluxos entre o desemprego, o emprego e a inactividade no espaço europeu.

Em Portugal, 25% das pessoas que estavam desempregadas no início de 2015 conseguiram transitar para uma situação de emprego, uma percentagem superior à média de 18,6% da União Europeia. As restantes 58,6% permaneceram desempregadas e 16,3% passaram do desemprego para a inactividade.

Globalmente, a situação portuguesa é melhor do que na média dos 28 países da União Europeia. O Eurostat nota que 64,8% dos cidadãos europeus que estavam desempregados permaneceram nessa situação entre o primeiro e o segundo trimestres do ano e 16,8% transitaram para a inactividade.

Ao todo, 4,1 milhões de pessoas conseguiram voltar a trabalhar, mas há 17,9 milhões que continuam fora do mercado de trabalho

O organismo europeu de estatísticas analisou também o que aconteceu a quem estava a trabalhar no primeiro trimestre do ano e conclui que 97,1% das pessoas continuaram empregadas, 1,3% perderam o emprego e 1,6% passaram para a inactividade.

O Eurostat publicou estas estatísticas pela primeira vez e, por isso, não é possível fazer comparações com os trimestres anteriores. Estes dados têm por base os resultados do inquérito à força de trabalho europeia.

No comunicado à imprensa, o Eurostat alerta que a qualidade destes dados “não está completamente explorada”, mas as estatísticas têm um nível de confiança suficiente para serem publicadas e utilizadas como base na tomada de decisões.

Alerta ainda que a metodologia seguida pode ser “ligeiramente diferente” da que é usada pelos organismos de estatística de cada Estado-membro.