Arquitectura

FloatWing: uma casa flutuante e auto-sustentável no Alqueva

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As águas calmas do Alqueva, no Alentejo, estão a servir para testar um novo alojamento turístico: uma casa flutuante, autónoma e auto-sustentável, que permite "fugir" do rebuliço diário, em comunhão com a natureza. Em pleno lago, nas imediações da Amieira Marina, no concelho de Portel (distrito de Évora), os turistas podem alugar esta espécie de "ilha flutuante" e desfrutar do conforto próprio de uma casa. No interior, uma sala, com sofá-cama e na qual nem falta uma salamandra para aquecer os dias mais frios, cozinha com electrodomésticos, quarto de casal e casa de banho. Na cobertura exterior, há um terraço, para apreciar a paisagem ou apanhar sol. O projecto, intitulado FloatWing, é da responsabilidade de um consórcio nacional que integra o ITeCons - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Ciências da Construção, a Constálica, a Amorim Isolamentos e a Friday, uma "spin-off" da Universidade de Coimbra. O protótipo e o conceito deste produto, que os promotores dizem ser "inovador" no país, estão a ser validados no Alqueva, em colaboração com a Amieira Marina, que começou, este fim-de-semana, a alugar a casa flutuante a turistas por "períodos mínimos de dois dias", avançou, à agência Lusa, Eduardo Lucas, administrador da Amieira Marina. A tarifa promocional em vigor é de cerca de 150 euros/noite. Concebida por módulos pré-fabricados, a casa flutuante pode ir dos 16 aos 20 metros de comprimento, por seis de largura. Começa num T1, mas pode evoluir para mais divisões. A que está em testes, possui 100m2. E, apesar de flutuar no espelho de água, é autónoma e auto-sustentável. "Esta casa é interessante no Verão, tal como no Inverno, porque tem todo o conforto a bordo. Possui painéis solares térmicos e painéis solares fotovoltaicos, ou seja, assegura a sua própria produção de energia", explica o responsável. O tecto permite o arrefecimento do interior e o pavimento radiante possibilita o aquecimento. O alojamento incorpora também técnicas de tratamento da água de abastecimento e de águas residuais. A motorização é uma valência inovadora desta casa, capaz de "navegar" a uma velocidade de cerca de cinco quilómetros/hora. Em alugueres mais longos, a Amieira Marina admite mesmo deslocá-la para outro ponto da albufeira. Na fase comercial, depois de validado e aperfeiçoado o protótipo, a casa flutuante vai poder ser comprada, adaptada ao gostos dos interessados e pronta para "habitar" qualquer lago ou albufeira. "Alguém que adquira esta casa pode andar 10 ou 20 anos sempre a mudar de local na albufeira. E isto é algo que não se consegue com uma casa de betão, fixa". Lusa

 

Artigo alterado às 16h06 de 21 de Outubro. 

Foram corrigidas as entidades responsáveis pelo desenvolvimento do projecto.