Torne-se perito

Foi eleita a candidata à câmara de Colónia esfaqueada no sábado

Estado de saúde de Henriette Reker está a evoluir favoravelmente.

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“Se tudo decorrer normalmente, o restabelecimento total" de Henriette Reker "é provável” OLIVER BERG/DPA /AFP

A candidata às eleições autárquicas da cidade de Colónia violentamente atacada à facada no sábado, durante uma acção de campanha, foi eleita presidente da câmara, com maioria absoluta, à primeira volta.

Henriette Reker, hospitalizada com ferimentos graves após um ataque que a polícia descreveu como “político” e com “motivações racistas”, aparentemente em protesto contra a política de acolhimento de refugiados na Alemanha, obteve 52,64% dos votos expressos, com larga vantagem sobre o seu rival social-democrata, Jochen Ott, que conseguiu 32,03%.

O hospital para onde foi levada de urgência no sábado de manhã informou que o estado de saúde de Rekker –  candidata independente apoiada pela CDU da chanceler Merkel, dos Verdes e dos Democratas Livres – está a evoluir favoravelmente. “Se tudo decorrer normalmente, o restabelecimento total é provável”, indicou, segundo informação do jornal regional Express.

A participação nas eleições foi de apenas 40%. Colónia é a quarta cidade da Alemanha, com 980 mil habitantes – e onde vive uma importante comunidade islâmica e foram acolhidos inúmeros refugiados. Henriette Reker, uma advogada de 58 anos, dirigia o serviço de acolhimento e instalação e migrantes chegados à cidade.

O ataque foi cometido por um desempregado alemão de 44 anos com antecedentes criminais que também feriu quatro outras pessoas incluindo outra mulher que fazia parte da equipa de campanha, a qual ficou em estado grave.

No interrogatório policial disse, segundo o site da revista Der Spiegel: “Os estrangeiros ficam com os nossos empregos.” Afirmou também que a sharia, a lei islâmica, vai em breve reinar na Alemanha.

A candidata ficou gravemente ferida, tendo sido transportada para o hospital com vários golpes, incluindo no pescoço. O incidente ocorreu durante uma sessão de campanha da CDU no bairro de Braunsfeld

O investigador principal do caso, Norbert Wahner, disse logo no sábado que o ataque foi um acto premeditado e que o agressor agiu sozinho. “Não há razões para acreditar que outras pessoas ou grupos estejam envolvidos”, declarou.

 

 

 

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