Os do sim, os do não e os do logo se vê

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Fãs do Barcelona erguem a "Estelada", símbolo da independência da Catalunha, durante o jogo este sábado, entre o Barcelona e o Las Palmas, em Barcelona Sergio Perez/Reuters

A favor da independência
Juntos pelo Sim

É uma coligação formada pela Convergência Democrática da Catalunha (CDC), a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e outras organizações independentistas. O seu cabeça de lista é Raul Romeva, que foi eurodeputado pela Iniciativa pela Catalunha Verdes. Os três primeiros lugares da lista são ocupados por independentes. No quarto surge Artur Mas (CDC, presidente da comunidade autónoma da Catalunha) e no quinto Oriol Junqueras (ERC). A lista é encerrada pelo treinador de futebol Pep Guardiola. Encara as eleições como plebiscitárias e se conseguir maioria absoluta promete “iniciar a última etapa do processo para conseguir a soberania plena”.

Candidatura de Unidade Popular (CUP)

Organização política independentista de esquerda, eurocéptica e anticapitalista, que nas eleições de 2012 elegeu três deputados ao parlamento autonómico. Tal como o Juntos pelo Sim, propõe a ruptura com Espanha, através de uma declaração unilateral de independência. Está também presente na Comunidade Valenciana e nas Ilhas Baleares. O seu primeiro candidato é Antonio Baños. Algumas sondagens indicam que só com a CUP o campo independentista pode alcançar a maioria absoluta.

Contra a independência
Partido Socialista da Catalunha

Ainda que seja um partido catalão, segue a linha do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol): está contra a independência mas defende uma reforma da Constituição espanhola que permita o federalismo da comunidade autónoma.  Apresenta como cabeça-de-lista Miquel Iceta e procura recuperar a confiança dos eleitores que diminuiu nas últimas eleições.

Partido Popular da Catalunha

É o ramo catalão do partido de Mariano Rajoy, presidente do partido que governa a Espanha. Defende o actual sistema autonómico, logo opõe-se à independência. Tal como os outros partidos deste campo, insiste que estas eleições não são uma consulta sobre a continuidade, ou não, da integração na Espanha.  O candidato popular à Generalitat é Xavier García Albiol, alcaide de Badalona entre 2011 e 2015.

Cidadãos

Criado em 2006, define-se como partido constitucionalista, pós-nacionalista e progressista. Contrário à ideia de independência, o Cidadãos defende o actual sistema autonómico e o aumento do financiamento à comunidade autónoma. Candidata Inés Arrimadas à presidência da Generalitat.

A favor do referendo
Catalunya Sí Que Es Pot

Coligação eleitoral de forças de esquerda criada para concorrer às eleições, à semelhança da plataforma Barcelona en Comú, que concorreu às municipais deste ano e levou Ada Colau à presidência do município. Rejeita a ruptura unilateral defendidas pela coligação Juntos pelo Sim e pela CUP e é favorável a um referendo sobre a independência. É formada pela Iniciativa pela Catalunha Verdes, Esquerda Unida e Alternativa, Podemos e Equo – partido resultado da fusão de forças partidárias “verdes”. O seu cabeça de lista é Lluís Rabell, até aqui presidente da federação de associações de moradores de Barcelona.

União Democrática da Catalunha

Antiga aliada da CDC de Artur Más na federação de partidos da antiga Convergência e União, que se dissolveu em Junho deste ano, a União Democrática da Catalunha (UDC) concorre sozinha. Apresenta-se como um partido nacionalista catalão democrata-cristão que defende um catalanismo moderado embora não renuncie à ideia de independência. Está a favor de um referendo. O primeiro da lista de candidatos é o secretário-geral, Ramón Espadaler.