Costa coloca abstencionistas e indecisos entre a espada e a coligação

Líder do PS criticou os eleitores que ficam “no café a dizer mal” ou que se limitam a ir a manifestações.

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Desta vez, o secretário-geral não esteve com meias-palavras. A poucas horas de chegar à última semana da campanha eleitoral das Legislativas, António Costa responsabilizou directamente os eleitores que não tencionam votar e os que ainda não se decidiram pela vitória da coligação que governou nos últimos quatro anos.

"Cada um que fique em casa está a ajudar indirectamente a acontecer aquilo que menos deseja, que é manter o actual Governo de Passos Coelho e Paulo Portas", avisou.

Antes, o líder do PS havia exigido aos militantes do PS mais empenho para “mobilizar” quem não estava ainda pelo PS. "Temos de acordar aqueles que estão esmagados e desalentados por estes quatro anos de crise. Temos de lhes dizer que não é ficando em casa, não é indo para o café dizer mal e não é a ficar à espera da próxima manifestação a pedir para o Governo ir para a rua que se resolve o problema", disse.

Foi então que fez o apelo ao voto útil nas eleições de 4 de Outubro. "Cada um que acredite que é possível tocar outra música sem virar o disco está também a desperdiçar o seu voto, porque para mudar a música é preciso virar o disco, e para virar o disco é preciso derrotar a direita e dar a vitória ao PS."

Antes, falara o ex-ministro e agora cabeça de lista por Santarém. Que já apresentara o actual Governo como o campeão da austeridade: "O primeiro-ministro que mais aumentou as desigualdades diz-nos agora que vai dedicar a sua atenção ao combate às desigualdades. E é aí que vem à memória uma frase antiga: pode alguém ser quem não é?", questionou o socialista, que prontamente respondeu à sua própria questão: "Não, não pode".

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