Migrações: Portugal vai receber até 4500 refugiados

Decisão do Conselho de Justiça e Assuntos Internos que estabelece medidas adicionais no domínio da protecção internacional

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues
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Ministra considerou que a Europa encontrou uma "resposta que reflecte um acordo equilibrado" Rui Gaudêncio

Portugal vai acolher "até 4500" refugiados que estão em Itália e na Grécia, confirmou esta terça-feira o Ministério da Administração Interna (MAI) dando conta dos resultados da reunião desta terça-feira, em Bruxelas, do Conselho de Justiça e Assuntos Internos Extraordinário (JAI).

"Foi hoje [terça-feira] aprovada, em Bruxelas, no Conselho de Justiça e Assuntos Internos (JAI) Extraordinário, uma decisão do Conselho que estabelece medidas adicionais no domínio da protecção internacional a favor de Itália e da Grécia. Portugal, que votou favoravelmente a proposta de Decisão, acolherá, ao longo dos próximos dois anos, até 4500 beneficiários de protecção internacional", lê-se no comunicado do gabinete de imprensa do MAI.

O Ministério dirigido por Anabela Rodrigues recordou que o Conselho desta terça-feira "aprovou a proposta de recolocação de emergência para mais 120 mil pessoas requerentes de asilo, a que acrescem os 40 mil abrangidos pela Decisão adoptada no Conselho JAI Extraordinário do passado dia 14 de Setembro".

Estas pessoas encontram-se na Grécia e Itália, especifica o ministério.

No texto do MAI, lembra-se também que, "conforme tinha já referido no Conselho Extraordinário do passado dia 14, Portugal manifestou abertura para, em linha com a proposta da Comissão Europeia, acolher até 4500 requerentes de protecção internacional".

Em Bruxelas, a ministra considerou esta terça-feira que a Europa encontrou uma "resposta que reflecte um acordo equilibrado", em relação à recolocação de 120 mil refugiados, e informou que se mantém os números de pessoas que irão para Portugal.

Quando questionada sobre o número de refugiados que Portugal receberá à luz da decisão desta terça-feira, a ministra referiu não haver "praticamente alteração em relação aquilo que tinha sido discutido no último conselho (de ministros) ", pelo que o país receberá cerca de três mil pessoas em relação aos 120 mil refugiados e no total "cerca de 4500/5000".