Passos e Portas em passeio relâmpago na turística Sintra

Líder do CDS diz que PS foi tomado por um "grupo de ultra-liberais".

Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Miguel Manso

Estrangeiros ou portugueses, os turistas estavam algo surpreendidos pela mancha da coligação que se formou no centro de Sintra quando chegou Passos Coelho. Caminhou a pé durante alguns metros (encontrava-se num hotel perto) e foi ao encontro de Paulo Portas que chegava de carro. Os dois fizeram uma visita relâmpago à tradicional Periquita, com algum desencontro e muita confusão.

Apertados pela segurança e envolvido pelos apoiantes das ‘jotas’, os dois líderes da coligação PSD/CDS começaram o dia oficial de campanha com uma fotografia nas escadas do Palácio da Vila. “The prime-minister [o primeiro-ministro”, comentou um turista que passava tentando explicar aos seus acompanhantes que era o que estava de azul.

Estavam os dois: Passos com um blazer, Portas em mangas de camisa. Já ao lado da figura surpresa do dia na campanha – a apresentadora de televisão Luísa Castelo-Branco -  o líder da coligação seguiu para a Piriquita.

A ideia inicial era haver uma mesa ao fundo reservada para os dois líderes e outras figuras nacionais candidatos na lista de Lisboa, como é o caso da ministra Paula Teixeira da Cruz e do ministro Marques Guedes, ou do vice-presidente do partido Pedro Pinto.

Depois de muita confusão – a perturbar quem estava a tomar o pequeno-almoço de domingo – o encontro informal acabou por acontecer. E mesmo com blazer, Passos Coelho não hesitou em levar os cafés do balcão para a mesa, dado o pouco espaço de passagem invadido por jornalistas e alguns apoiantes. Portas saiu e Passos Coelho voltou ao largo do Palácio da Vila para fazer declarações aos jornalistas. Quase sem contactar ninguém.

A mensagem política – que pouco tempo depois haveria de ser retomada no almoço-comício em Mafra – do arranque da campanha tem por base a recuperação do país, a segurança e a estabilidade política.

Questionado sobre se viabilizaria um Orçamento do Estado do PS, caso estivesse na oposição, Passos recorda o passado. “A melhor resposta que posso dar é ver o comportamento que tive enquanto era líder da oposição”, afirmou, referindo-se à aprovação pelo PSD, durante a sua liderança do partido, de um aumento de impostos proposto pelo PS, com o argumento de que não estava a ajudar o Governo PS, mas sim o país.

“Estamos a encontrar um resultado para esta coligação que nos permita governar em melhores condições. Esse é o objectivo. Não é especular se perdermos as eleições”, acrescentou.

Segurança Social na baila
A questão dos entendimentos – neste caso da Segurança Social – veio à baila ao almoço com apoiantes em Mafra. Passos começou por reconhecer que é muitas vezes abordadas por reformadas que lhe perguntam se conseguia viver com 350 euros por mês ou menos.

“Nós que actualizamos sempre as pensões mínimas que outros congelaram, preservamos sempre os mais frágeis nos tempos de dificuldades. E eu pergunto para os meus botões: Como é que em 40 anos de democracia o nosso estado social não foi capaz de dar uma perspectiva de presente a pessoas que trabalharam toda uma vida”, interrogou-se.  

O líder da coligação reiterou a sua intenção de fazer uma reforma na segurança social que precisa “de um acordo não com a coligação e não com o país”.

Mais uma vez, coube ao número dois da coligação fazer o ataque mais duro ao PS. “Olhando para o programa de Segurança Social, parece que o PS foi tomado de assalto por um grupo de ultraliberais. E pimba, sai uma aventura de 6 mil milhões de euros na sustentabilidade necessária ao pagamento das actuais pensões e sai uma incógnita de 1.020 milhões de euros com toda a probabilidade de afectar os mais desfavorecidos”, afirmou.

Em dia de arranque oficial de campanha, Portas começou a intervenção ao almoço por ensaiar um apelo ao voto. Depois de alertar para os “perigos das alianças à esquerda”, o líder do CDS apelou: “dêem à coligação que permita uma maioria e uma estabilidade para Portugal”.